Sob o comando de Flávio Bolsonaro, base governista sai derrotada da CPMI da Fake News

O senador Flávio Bolsonaro (RJ) e os deputados do PSL Carla Zambelli (SP), Filipe Barros (PR) e Caroline de Toni (SC), tentaram evitar a votação dos requerimentos da deputada Luizianne Lins (PT-CE)., mas a estratégia foi por água abaixo em uma série de trapalhadas

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia.\r\rEm discurso, à tribuna, senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).\r\rFoto: Moreira Mariz/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia.\r\rEm discurso, à tribuna, senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).\r\rFoto: Moreira Mariz/Agência Senado (Foto: Moreira Mariz)

247 - Sob o comando do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Jair Bolsonaro, o governo sofreu mais uma derrota no Congresso Nacional ao tentar impedir a votação de nove requerimentos que pediam a convocação de representantes de empresas de redes sociais para prestar depoimento na CPMI da Fake News.

Com isso, representantes no Brasil de empresas como WhatsApp, Telegram, Twitter, Facebook, Google, Instagram e outros serão convocados a prestar depoimento.

Flávio e os deputados do PSL Carla Zambelli (SP), Filipe Barros (PR) e Caroline de Toni (SC), tentaram evitar a votação dos requerimentos da deputada Luizianne Lins (PT-CE). Além dos artigos dos regimentos internos da Câmara e do Senado, a base do governo Bolsonaro chegou a chamar a CPMI de "tribunal de exceção" contra Bolsonaro.

"Eu queria perguntar qual o fato determinado para se convocar qualquer representante do WhatsApp?", disse Flávio, evidenciado a preocupação com a convocação.

"O objeto da CPMI é o suposto uso de fake news nas redes. Não consigo entender o questionamento sobre ouvir os representantes dessas empresas. Para mim, já tem uma coisa de confissão de culpa. Como vamos investigar uma coisa sem ouvir as empresas que operam isso?", rebateu a deputada Luizianne Lins  

Com maioria favorável à aprovação, Flávio e a base do governo utilizaram a estratégia que costumam chamar de "desserviço da oposição": tentaram obstruir. Protocolaram pedido de adiamento de votação dos requerimentos e não registraram o voto para a apreciação não ter número de votantes suficientes e a sessão ser encerrada por suposta falta de quórum.

No entanto, ao não registrar o voto, o PSL permitiu que o presidente do colegiado, Ângelo Coronel (PSD-BA), anulasse a votação do seu requerimento, com a alegação de que o autor supostamente não estava presente.

"Como o autor não registrou voto e, portanto, não está presente, o requerimento perde objeto e considero prejudicada a votação", disse Coronel.

Barros respondeu: "Estou aqui". E o Coronel rebateu: "Mas não registrou presença. Então, a votação está prejudicada. Vamos votar os requerimentos".

Com informações do jornal O Globo.

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