Superintendente da Polícia Federal critica permanência de Lula na sede de Curitiba

A movimentação para transferir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Superintendência da Polícia federal (PF) em Curitiba tomou novos contornos após a nova condenação feita pela juíza Gabriela Hardt; o superintendente da PF, Luciano Flores de Lima, criticou a permanência de Lula no local; ele disse: "a polícia judiciária não foi feita para cuidar de preso. Presos têm que estar em penitenciárias ou casas de detenção provisória"

Superintendente da Polícia Federal critica permanência de Lula na sede de Curitiba
Superintendente da Polícia Federal critica permanência de Lula na sede de Curitiba (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - A movimentação para transferir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Superintendência da Polícia federal (PF) em Curitiba tomou novos contornos após a nova condenação feita pela juíza Gabriela Hardt. O superintendente da PF, Luciano Flores de Lima, criticou a permanência de Lula no local. Ele disse: "a polícia judiciária não foi feita para cuidar de preso. Presos têm que estar em penitenciárias ou casas de detenção provisória."

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que Lula está "condenado em duas ações penais da Operação Lava Jato, e [é] réu em outros seis processos", e acrescenta: "o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já acumula 25 anos em penas —e sua permanência na prisão preocupa a Polícia Federal."

A matéria informa que "agentes de outros estados têm sido destacados exclusivamente para fazer a custódia do ex-presidente, o que incomoda membros da instituição. O petista está em uma sala especial, separada da carceragem, que é monitorada 24 horas por dia."

Flores ainda declarou: "cada instituição tem sua atribuição. A atribuição da PF é investigar (...) se o Poder Judiciário decidir por [transferir Lula a] um lugar mais adequado, vai aliviar um pouco para os policiais que hoje estão dedicados à sua custódia."

A matéria ainda destaca que "se as penas forem mantidas nas segunda e terceira instâncias, o ex-presidente só teria direito de progredir para o regime semiaberto após quatro anos. Depois de passar ao semiaberto, ainda precisaria cumprir mais um sexto da pena restante para migrar ao regime aberto."

Segundo a reportagem, "por ora, a PF não estuda pedir novamente à Justiça sua transferência para outro local, segundo Flores. Esses pedidos já foram feitos no passado, logo após a prisão de Lula, e foram negados pela juíza Carolina Lebbos. Na época, a PF estimou que os gastos com a custódia do ex-presidente poderiam chegar a R$ 300 mil mensais."

 

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