Tacla Duran nega irregularidades em movimentações financeiras

Um dos alvos da 48ª fase da operação Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira 22, o advogado Rodrigo Tacla Duran divulgou nota afirmando que toda a movimentação financeira de seu escritório "foi corretamente declarada e os respectivos impostos recolhidos"

Um dos alvos da 48ª fase da operação Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira 22, o advogado Rodrigo Tacla Duran divulgou nota afirmando que toda a movimentação financeira de seu escritório "foi corretamente declarada e os respectivos impostos recolhidos"
Um dos alvos da 48ª fase da operação Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira 22, o advogado Rodrigo Tacla Duran divulgou nota afirmando que toda a movimentação financeira de seu escritório "foi corretamente declarada e os respectivos impostos recolhidos" (Foto: Gisele Federicce)

247 - Um dos alvos da 48ª fase da operação Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira 22, o advogado Rodrigo Tacla Duran divulgou nota afirmando que toda a movimentação financeira de seu escritório "foi corretamente declarada e os respectivos impostos recolhidos".

"Conforme certidão emitida pela Receita Federal no dia 20 de fevereiro de 2018, anteontem, o escritório Tacla Duran Sociedade de Advogados tem situação fiscal regular", diz trecho da nota. 

"Há uma denúncia apresentada por parlamentares junto à Procuradoria Geral da República, requerendo investigação sobre irregularidades ocorridas durante negociações do meu acordo de colaboração com a Força Tarefa do Paraná em março de 2016, o que torna impedidos tanto os procuradores da Lava Jato, quanto o juiz Sergio Moro, de conduzirem processos e investigações contra mim, uma vez que todos têm interesse direto no desfecho de quaisquer causas envolvendo meu nome", afirma ainda o advogado.

A operação deflagrada hoje investiga um suposto esquema de fraude na gestão das concessões de rodovias no Paraná. Além de Tacla Duran, a ação tem entre os alvos o empresário Adir Assad. Segundo o MPF, a empresa Econorte, responsável pela concessão de rodovias federais no norte do Estado do Paraná, teria depositado R$ 1.005.714,50 em favor de Tacla Duran entre 2012 e 2014. "A investigação comprovou que esses valores foram repassados sem que fosse prestado qualquer tipo de serviço", diz o MPF.

Leia a íntegra da nota de Tacla Duran:

Nota de esclarecimento

1. No dia dia 25 de abril de 2017, após dez pedidos de prorrogação de uma investigação iniciada em 14 de julho de 2015, a Receita Federal encerrou o procedimento de fiscalização contra meu escritório de advocacia sem lavrar auto de infração. Ou seja: toda minha movimentação financeira foi corretamente declarada e os respectivos impostos recolhidos.
2. Conforme certidão emitida pela Receita Federal no dia 20 de fevereiro de 2018, anteontem, o escritório Tacla Duran Sociedade de Advogados tem situação fiscal regular.
3. Todos os trabalhos prestados para o Grupo Triunfo foram indevidamente apreendidos em novembro de 2016, durante busca e apreensão ilegal autorizada pelo juiz Sérgio Moro, desrespeitando o sigilo profissional e outras prerrogativas, conforme despacho da presidência da OAB-SP.
4. Sou espanhol, vivo em Madri com minha família, meu endereço é conhecido pelas autoridades espanholas e brasileiras. O juiz Sergio Moro tem meu endereço. A Justiça espanhola negou minha extradição e, no dia 19 de dezembro de 2017, a Receita Federal da Espanha encerrou fiscalização contra mim concluindo que eu não cometi qualquer irregularidade ou delito.
5. Nunca sofri qualquer condenação criminal e tenho colaborado com a Justiça Espanhola e de diversos países. Embora o procurador Douglas Fischer, da Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal, tenha recomendado o envio para a Espanha de supostas provas contra mim em poder do juiz Sérgio Moro e dos procuradores de Curitiba, conforme determinam acordos e tratados internacionais, até hoje isso não foi feito ao arrepio da lei.
6. Há uma denúncia apresentada por parlamentares junto à Procuradoria Geral da República, requerendo investigação sobre irregularidades ocorridas durante negociações do meu acordo de colaboração com a Força Tarefa do Paraná em março de 2016, o que torna impedidos tanto os procuradores da Lava Jato, quanto o juiz Sergio Moro, de conduzirem processos e investigações contra mim, uma vez que todos têm interesse direto no desfecho de quaisquer causas envolvendo meu nome.

Madri, 22 de fevereiro de 2018.

Rodrigo Tacla Duran

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