Técnicos do Inpe denunciam desmonte e estrutura paralela de gestão

Em cartas, técnicos do Inpe fazem grave denúncia: a instituição está sob operação desmonte por parte do governo Bolsonaro. Dados de desmatamento e queimadas estão na mira do Ministério da Defesa

(Foto: Reuters | INPE)
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247 - Os dados de desmatamento e queimadas, monitorados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), estão na mira do Conselho da Amazônia, que criou uma estrutura no Ministério da Defesa para administrar informações sobre queimadas.

Segundo duas cartas assinadas por pesquisadores, as mudanças estruturais promovidas pelo governo Bolsonaro são “sérias e profundas, capazes de paralisação institucional e de inviabilizar o Inpe”.

Reportagem de Ana Carolina Amaral na Folha de S.Paulo demonstra que desde que Ricardo Galvão foi demitido no ano passado, o diretor interino, Darcton Damião, tem promovido mudanças na estrutura da gestão que contradizem o regimento interno do Inpe, criando uma “estrutura paralela, que opera, governa e decide sobre o Inpe, mas que não existe na regulação administrativa”, segundo uma das cartas.

A demissão da coordenadora de Observação da Terra, Lúbia Vinhas, é parte de um processo de fusão dessa unidade de gestão com outras duas áreas: o Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).

Uma das carta dos pesquisadores indica que se trata da "primeira fase de um projeto de transformação institucional”.

Os pesquisadores denunciam o caráter centralizador e controlador da nova estrutura. 

Segundo a reportagem, uma decisão do Conselho da Amazônia transfere ao Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), órgão do Ministério da Defesa, a responsabilidade de gerir as informações sobre queimadas. 

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