247 – O diretor do Instituto Butantan (SP), Dimas Covas, acusou o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello de mentir sobre a compra da Coronavac, vacina contra a Covid produzida pelo centro de pesquisas brasileiro em parceria com o laboratório chinês Sinovac.
Durante a CPI, Pazuello afirmou que “nunca o presidente me mandou desfazer qualquer contrato”, uma referência à ordem dada por Bolsonaro em 21 de outubro, mandando cancelar o protocolo de intenções de compra de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac.
“Nós tivemos dificuldade na assinatura do contrato”, disse Covas em entrevista coletiva ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). “Esse contrato foi assinado no dia 7 de janeiro deste ano, sendo que a primeira proposta foi em julho do ano passado. Então, é só fazer as contas e nós temos aí um pouco mais de seis meses, um contrato que não foi assinado, embora tenha sido proposto no meio do ano passado”, acrescentou.
Após Bolsonaro mandar cancelar o protocolo de compra da CoronaVac, Pazuello apareceu em live junto com ele, dizendo que “um manda e o outro obedece”.
Em seu depoimento, nessa quarta, Pazuello também responsabilizou o Conselho Federal de Medicina (CFM) pelas recomendações de uso da cloroquina, medicamento sem comprovação científica no tratamento contra a Covid-19.
De acordo com o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, o ex-ministro “mentiu sobre vários aspectos: datas, encaminhamentos, dados dos órgãos de controle e mudanças que vez em portarias do SUS”.
Assista à CPI da Covid na TV 247 em sessão desta quinta-feira (20):
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