Queiroga confessa que decreto de Bolsonaro sobre Covid-19 não passou pelo Ministério da Saúde

Em depoimento à CPI da Covid, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confessou que o ministério da Saúde segue alheio às decisões de Jair Bolsonaro e não teve participação no decreto do governo que pretende implementar para impedir medidas de isolamento social em todo território nacional

(Foto: Agência Senado)
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247 - Durante depoimento à CPI da Covid-19 no Senado que apura irregularidades do governo federal no combate à pandemia, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confessou que o ministério da Saúde segue alheio às decisões de Jair Bolsonaro e não teve participação no decreto que ele pretende implementar em breve para impedir medidas de isolamento social. 

O relator da CPI, Renan Calheiros, pressionou Queiroga para que ele respondesse se participou do decreto. O titular da pasta insistiu que não poderia fazer juízo de valor a respeito das decisões do presidente, mas confessou que a decisão não passou pela pasta da Saúde. 

Calheiros então afirmou que, “se Jair Bolsonaro não baseia as suas decisões baseadas no ministério da Saúde, há então um aconselhamento paralelo à pasta”. Queiroga respondeu que desconhece um grupo paralelo e “que não faz parte desse suposto grupo que orienta o planalto”. 

Com respostas vagas, Queiroga, quando questionado sobre a demora na aquisição de vacinas,  disse que "não tenho como precisar se houver demora ou não" nos acordos com a farmacêutica. 

Bolsonaro negou a aquisição de 11 marcas de vacinas no ano passado. 

O titular da pasta também ignorou todos os ataques da diplomacia brasileira contra a China e disse que as “relações diplomáticas estão fluindo de maneira satisfatória”.

Nesta quarta (4) Bolsonaro disse que a China criou o vírus da Covid-19 propositalmente para lucrar com a pandemia. 

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