SP inaugura o Museu das Culturas Indígenas

O museu tem sete andares. Haverá espaço para exposições de longa e curta duração, centros de pesquisa e referência, auditório, administrativo e reserva técnica

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(Foto: Governo do estado de São Paulo)


247 - O governo de São Paulo inaugurou, nesta quarta (29), o Museu das Culturas Indígenas, no Complexo Baby Barione, ao lado do Parque da Água da Branca, Zona Oeste da capital. O local abre oficialmente ao público a partir desta quinta-feira (30) e terá entrada gratuita durante todo o mês de julho. Segundo o executivo, foi o primeiro museu feito e conduzido por índios, por meio do Conselho Indígena Aty Mirim. Recebeu um investimento de R$ 14 milhões. O museu tem sete andares, com 200 metros quadrados (m2) cada, totalizando 1.400m2 de área total. Haverá espaço para exposições de longa e curta duração, centros de pesquisa e referência, auditório, administrativo e reserva técnica.

A gestão do lugar será compartilhada entre a Organização Social de cultura ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari), e o Instituto Maracá, entidade que tem como finalidade a proteção, difusão e valorização do patrimônio cultural indígena. 

A curadoria dos artistas e obras está a cargo de Tamikuã Txihi, Denilson Baniwa e Sandra Benites, que escolheram, como exposições temporárias inaugurais, "Invasão Colonial Yvy Opata  – A terra vai acabar", de Xadalu Tupã Jekupé e "Ygapó: Terra Firme", de Denilson Baniwa. Os dois são representantes da arte indígena contemporânea.

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Membro do Conselho Indígena Aty Mirim, Cristine Takuá, diretora do Instituto Maracá, disse ver o museu como "uma grande escola, uma escola viva, que vai dialogar sobre história, arte, sobre cultura e as diversas formas de se pensar e transmitir conhecimentos, saberes e fazeres tradicionais, que até hoje não são dialogados dentro das escolas".

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O secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, afirmou que tem "sido um aprendizado muito rico, com uma interação muito positiva". "E o museu é um território indígena", complementou.

Exposições de abertura

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Uma das mostras temporárias que inauguram o MCI, a ‘Ocupação Decoloniza-SP Terra Indígena, ocupa as áreas externas, como muros e empenas, por meio de diferentes linguagens artísticas. Criada e executada por realizadores indígenas, a exposição destaca os grafismos Guarani e murais com onças, pintadas em duas grandes paredes externas. Tamikuã Txihi e Rita Sales Hunikuin são duas das artistas que assinam a mostra.

A exposição "Invasão Colonial Yvy Opata – A terra vai acabar", do artista Xadalu Tupã Jekupé, traz, com sua estética na arte urbana contemporânea, a demarcação dos deslocamentos territoriais com múltiplas linguagens e o território identitário indígena ameaçado pela sociedade ocidental. Sua obra denuncia como os territórios originários em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, estão sendo engolidos pelo cimento da cidade. 

Cercas de arame revelam, não apenas a violência da invasão, mas o estado de segregação étnica em que vive o Povo Guarani, e a asfixia do espaço, cada vez menor, das terras indígenas. A mostra "Ygapó: Terra Firme", do artista e curador Denilson Baniwa, é um convite para adentrar a floresta Amazônica por meio de experiências sensoriais. A mostra traz produções contemporâneas, tradicionais, sonoras e visuais de músicos indígenas.

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Serviço:

Museu das Culturas Indígenas

Terça a domingo, das 9h às 18h

Quinta-feira, das 9h às 20h

Ingresso: R$ 15 inteira, R$ 7,50 meia (indígenas não pagam ingresso). Às quintas-feiras, a entrada é grátis.

Entrada: https://bileto.sympla.com.br/event/74784

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