BankBoston, hoje do Itaú, mandou voto pronto ao Carf e abateu R$ 500 milhões em dívida

Primeiro investigado da Operação Zelotes a fazer delação premiada, o ex-auditor fiscal Paulo Roberto Cortez contou que enviava votos prontos ao ex-conselheiro do Carf José Ricardo Silva; no caso do BankBoston, Silva foi o relator e recebeu por e-mail o voto pronto de outro ex-conselheiro, Valmir Sandri, a favor da instituição; segundo investigação do MP, o banco conseguiu abater R$ 509 milhões da dívida de R$ 597 milhões que tinha junto à Receita Federal

 Paulo Roberto Cortez
 Paulo Roberto Cortez (Foto: Charles Nisz)

247 - Primeiro investigado da Operação Zelotes a fazer delação premiada, o auditor fiscal aposentado Paulo Roberto Cortez afirmou ter enviado votos prontos ao ex-conselheiro do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) José Ricardo Silva.

Em julgamento de interesse do BankBoston, hoje do Itaú, um voto - favorável ao banco - foi encaminhado por outro ex-conselheiro, Valmir Sandri, e repassado a Silva, mostra reportagem da Folha.

Em depoimento prestado em 25 de julho, o auditor fiscal confirmou ter indicado a Silva como o processo envolvendo o Bank Boston deveria ser julgado.

"Eu confirmo que ele [Silva] foi o relator e eu preparei esse acórdão para ele e expliquei como deveria ser julgado", disse Cortez.

Com o acordo no Carf, o BankBoston conseguiu abater R$ 509 milhões do total de R$ 597 milhões em multas aplicadas entre 2006 e 2007 pela Receita.

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