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Diretor da Eletrobrás participou da reunião golpista de Bolsonaro em 2022

Vice-líder do governo na Câmara, Alencar Santana afirma que a saída de Bruno Eustáquio do cargo de direção da Eletrobrás se faz necessária

Reunião golpista de Bolsonaro (Foto: Reprodução)

247 - O diretor de Relações Institucionais da Eletrobrás, Bruno Eustáquio, participou da reunião golpista de Jair Bolsonaro em 5 de julho de 2022, que tratou das articulações para reverter a então iminente derrota eleitoral, informa a revista Veja nesta segunda-feira (19). À época, Eustáquio era secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura.

A revelação gerou revolta entre servidores da ex-estatal e aliados do presidente Lula, segundo os relatos da coluna Radar Econômico. O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) também se pronunciou, afirmando que não há mais condições de Eustáquio permanecer na direção da companhia privatizada pelo governo Bolsonaro. 

"Bruno Eustáquio não pode continuar à frente de uma empresa estratégica para o país, entregue de maneira sorrateira à iniciativa privada. Não há condições jurídicas e políticas de ele permanecer. Sua saída se faz necessária. Ele terá o devido direito de defesa, mas não tem as mínimas condições de continuar", disse Santana em mensagem enviada ao Brasil 247

"Aqueles que contribuíram para a tentativa de golpe contra a democracia do país não podem continuar na Eletrobrás. A empresa ter na sua direitoria alguém que participou daquela reunião com Bolsonaro não pode continuar", acrescentou o vice-líder do governo na Câmara. 

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