Enquanto povo come osso, Guedes debocha: "em 2020, tivemos a maior redução da pobreza nos últimos 40 anos"

Ministro da Economia, que lucra com a disparada do dólar com sua offshore em paraíso fiscal e ignora desastre econômico e social do governo Jair Bolsonaro, deu declaração em Washington, nos EUA

Capa do Extra e Paulo Guedes
Capa do Extra e Paulo Guedes (Foto: Reprodução | REUTERS/Adriano Machado)
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Fórum - Não se sabe se é delírio ou escárnio, mas Paulo Guedes, ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro, deu mais uma declaração completamente descolada da realidade. Na tarde desta quarta-feira (13), em Washington, capital dos EUA, num encontro chamado Atlantic Council, o dono de uma offshore com US$ 9.55 milhões nas Ilhas Virgens Britânicas, quem vem lucrando muito com a disparada da moeda norte-americana, resolveu dizer aos estrangeiros que sua gestão promoveu a maior redução da pobreza no Brasil das últimas quatro décadas.

“Em 2020, tivemos a redução mais importante da pobreza nos últimos 40 anos”, afirmou Guedes. A frase, que poderia gerar incredulidade ou risos em que ouve, segundo a lógica obtusa de seu autor, teria uma explicação: o auxílio emergencial pago durante a pandemia no ano passado.

“O Brasil gastou duas vezes mais que a média dos países emergentes em assistência social. Foi o maior impacto na pobreza que já tivemos”, disse, citando na sequência os valores pagos. Guedes só não mencionou que o governo do qual faz parte não tomou qualquer iniciativa no sentido de instituir o benefício e manifestou-se contrariamente no início, aceitando pagar apenas R$ 200 durante as negociações. O valor de R$ 600, que poderia chegar a R$ 1.200, foi uma decisão do parlamento.

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O ministro aproveitou ainda para repetir sua já conhecida cantilena liberal de “igualdade para todos” e para culpar o auxílio emergencial pela galopante inflação que corrói a renda do brasileiro.

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