Marcio Garcia: política fiscal de Temer é banquete antes da dieta

Ph.D por Stanford e economista da PUC-RJ, Márcio Garcia desmascara a política fiscal do governo Temer, que, ontem, anunciou meta de déficit fiscal de R$ 139 bilhões em 2017; "É como se o nutricionista que prescreveu o limite de 400 mil calorias por ano, ao mesmo tempo, exigisse do paciente a ingestão de uma quantidade crescente, digamos, de chocolate. Sem remover essa segunda prescrição, a primeira ficará inviável", diz ele, lembrando que Temer ampliou despesas em R$ 125 bilhões para tentar consolidar o impeachment

Ph.D por Stanford e economista da PUC-RJ, Márcio Garcia desmascara a política fiscal do governo Temer, que, ontem, anunciou meta de déficit fiscal de R$ 139 bilhões em 2017; "É como se o nutricionista que prescreveu o limite de 400 mil calorias por ano, ao mesmo tempo, exigisse do paciente a ingestão de uma quantidade crescente, digamos, de chocolate. Sem remover essa segunda prescrição, a primeira ficará inviável", diz ele, lembrando que Temer ampliou despesas em R$ 125 bilhões para tentar consolidar o impeachment
Ph.D por Stanford e economista da PUC-RJ, Márcio Garcia desmascara a política fiscal do governo Temer, que, ontem, anunciou meta de déficit fiscal de R$ 139 bilhões em 2017; "É como se o nutricionista que prescreveu o limite de 400 mil calorias por ano, ao mesmo tempo, exigisse do paciente a ingestão de uma quantidade crescente, digamos, de chocolate. Sem remover essa segunda prescrição, a primeira ficará inviável", diz ele, lembrando que Temer ampliou despesas em R$ 125 bilhões para tentar consolidar o impeachment (Foto: Leonardo Attuch)

247 – O economista Márcio Garcia, da PUC-RJ, desmascarou a política fiscal do governo interino de Michel Temer no artigo Banquete em véspera de dieta?, publicado no Valor.

"É como se o nutricionista que prescreveu o limite de 400 mil calorias por ano, ao mesmo tempo, exigisse do paciente a ingestão de uma quantidade crescente, digamos, de chocolate", diz ele.

"O governo interino tem tomado uma série de decisões que implicam expansão substancial do gasto público. O reajuste do bolsa-família (R$ 4,8 bilhões), o aumento dos salários de servidores públicos (R$ 67,8 bilhões), a ajuda para viabilizar as Olimpíadas no Rio de Janeiro (R$ 2,9 bilhões) e a renegociação da dívida com os estados (R$ 50 bilhões), já totalizam, por ora, cerca de R$ 125 bilhões."

Temer alega que ampliou gastos para consolidar o impeachment, mas Garcia aponta a falta de racionalidade dessa política fiscal. "Do ponto de vista político, tais gastos adicionais têm sido justificados por analistas políticos como necessários para assegurar a votação do impeachment pelo Senado Federal, em agosto. Do ponto de vista fiscal, são como um banquete em véspera de dieta. Podem perfeitamente não comprometer a meta de emagrecimento, desde que a dieta seja de fato seguida à risca a partir do dia seguinte. O problema é que somos useiros e vezeiros em abandonar 'dietas fiscais'. Tomara que, passados o impeachment e as eleições municipais de outubro próximo, o governo se disponha, de fato, a cumprir o prometido. Em caso contrário, continuaremos a ter uma combinação de crescimento pífio com inflação elevada."

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