Meirelles afirma que reforma da Previdência, já desfigurada, não pode mais ser alterada

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que o projeto de reforma da Previdência não pode ser fundamentalmente alterado daqui para frente e que as alterações que já ocorreram estão dentro de nível previsto; "Está dentro do padrão internacional o nível atual de mudanças ... e está dentro das nossas expectativas", afirmou em evento em São Paulo; nos últimos dias, foram feitas várias alterações em benefício de categorias do funcionalismo público

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. 07/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. 07/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Leonardo Attuch)
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SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que o projeto de reforma da Previdência não pode ser fundamentalmente alterado daqui para frente e que as alterações que já ocorreram estão dentro de nível previsto.

"Está dentro do padrão internacional o nível atual de mudanças ... e está dentro das nossas expectativas", afirmou em evento em São Paulo.

"Nossa expectativa é que mantido o relatório nos termos atuais, nós teremos um projeto que obedece plenamente à nossa diretriz de ajuste fiscal", acrescentou.

Na véspera, a comissão especial sobre a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados deu aval ao texto-base da proposta, que incluiu novas alterações feitas pelo relator Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), incluindo o acesso mais cedo à aposentadoria para policiais legislativos.

Para Meirelles, a proposta ainda mantém parte importante das medidas.

O ministro também ressaltou que para o país retomar o equilíbrio fiscal será preciso que volte a crescer -- o que, na sua visão, já está acontecendo.

Segundo Meirelles, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer 0,8 por cento no primeiro trimestre, taxa considerada "bastante relevante".

"Esperamos um crescimento da economia considerando o final do ano de 2017 sobre o início do ano de cerca de 3,7 por cento. E entrarmos em 2018 crescendo ao ritmo de 3,0 por cento ao ano."

Meirelles apontou que o movimento será fundamental não só para dar ímpeto à geração de emprego e aumento da renda, mas também para a elevação da arrecadação fiscal, pavimentando o caminho para a reorganização das contas públicas.

(Por Laís Martins)

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