Novo imposto idealizado por Guedes não tributa só operações digitais, diz assessora

"Para ser um tributo de base ampla, obviamente ele não captura só as transações digitais, da economia digital, tem que capturar todas as transações da economia", diz a assessora especial do ministro da Economia, Vanessa Canado

Ministro da Economia Paulo Guedes
Ministro da Economia Paulo Guedes (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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Marcela Ayres, Reuters - O tributo sobre pagamentos que está sendo desenhado pela equipe econômica nos moldes da CPMF não tributa só operações digitais, mas todas as transações da economia, afirmou nesta quarta-feira a assessora especial do ministro da Economia, Vanessa Canado.

Ao participar de live promovida pelos jornais O Globo e Valor Econômico, Canado pontuou que a ideia do ministro Paulo Guedes é instituir um imposto que consiga rastrear as transações num contexto de economia cada vez mais digital. Mas ela reconheceu que, para ter uma base ampla, ele não pode contemplar apenas as operações digitais.

“A contribuição sobre pagamentos ganha uma nova conotação em relação à CPMF por conta da digitalização da economia. Quando você torna a economia menos corpórea, a economia mais incorpórea, a forma de rastrear essa economia sem dúvida alguma é mais fácil por meio do fluxo de pagamentos”, disse.

“Então essa é a ideia que está na cabeça do ministro, a legislação está sendo desenhada para refletir esse novo mundo digital rastreável através das transações financeiras. Agora, para ser um tributo de base ampla, obviamente ele não captura só as transações digitais, da economia digital, tem que capturar todas as transações da economia.”

Segundo Canado, os detalhes desse novo imposto serão anunciados “mais próximo do envio da proposta” ao Congresso.

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