'Rico vai ter que ajudar o pobre para proteger empregos', diz dono da TNG

"Nunca a parábola do Robin Hood foi tão verdadeira: o rico vai ter que ajudar o pobre", diz o empresário Tito Bessa, presidente da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites

(Foto: Divulgação)

247 - Em entrevista a BBC Brasil, o presidente da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos) e dono da rede de lojas TNG, Tito Bessa Junior, disse que chegou a hora de os mais ricos protegerem os mais pobres diante dos efeitos recessivos da pandemia do coronavírus no Brasil.

"Eu preciso pagar meu funcionário, eu preciso pagar o meu fornecedor para que ele pague o funcionário dele", destacou o empresário, reforçando que isso valerá para o universo dos pequenos e médios empresários de shoppings, que, segundo ele, respondem por uma cadeia produtiva que emprega entre 4 e 5 milhões de pessoas, entre vendedores e fornecedores, que podem ficar sem salários já a partir de maio.

"Nunca a parábola do Robin Hood foi tão verdadeira: o rico vai ter que ajudar o pobre", diz Bessa.

Segundo ele, governo, bancos e os locatários vão ter que ajudar. "No caso dos locatários [das lojas de shopping] eles vão ter que fazer isso, os que locam esses espaços para a gente. Vamos ficar 45 dias sem vender nada, absolutamente nada, imagina", diz.

Para o empresário, a principal preocupação é preservar os empregos "porque sem preservação de emprego não tem economia". "Não tem consumo, não tem nada", frisa..

Ele diz que as empresas, em sua grande maioria, "têm caixa para fazer, "malemá", a primeira folha de pagamento, sem pagar os impostos".

"O fôlego é muito curto. Vende hoje para pagar amanhã, está saindo de uma crise de 2014, uma crise severa, em que os bancos mais retraíram o crédito. E depois, no momento em que eles estavam novamente abrindo um pouco de crédito pra gente retomar o nosso crescimento, vem isso", completou.

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