Tijolaço: o Brasil “ideal” da elite é um Paraguai

O editor do Tijolaço, Fernando Brito, observa que as empresas brasileiras que se transferiram para o Paraguai "buscam por lá é o que tentam obter aqui: "uma vertiginosa diferença (para menos) nos custos trabalhistas, na conta de energia elétrica e nos impostos, capaz de tirar do vermelho suas margens de lucro e recolocá-los, com preços competitivos, na disputa global por consumidores"; o detalhe, segundo ele, é que por falta de um mercado consumidor, "o regime de exclusão, difícil de manter no Paraguai, é impossível de sustentar no Brasil. Mas a nossa elite segue pensando no Brasil como um grande Paraguai", destaca

O editor do Tijolaço, Fernando Brito, observa que as empresas brasileiras que se transferiram para o Paraguai "buscam por lá é o que tentam obter aqui: "uma vertiginosa diferença (para menos) nos custos trabalhistas, na conta de energia elétrica e nos impostos, capaz de tirar do vermelho suas margens de lucro e recolocá-los, com preços competitivos, na disputa global por consumidores"; o detalhe, segundo ele, é que por falta de um mercado consumidor, "o regime de exclusão, difícil de manter no Paraguai, é impossível de sustentar no Brasil. Mas a nossa elite segue pensando no Brasil como um grande Paraguai", destaca
O editor do Tijolaço, Fernando Brito, observa que as empresas brasileiras que se transferiram para o Paraguai "buscam por lá é o que tentam obter aqui: "uma vertiginosa diferença (para menos) nos custos trabalhistas, na conta de energia elétrica e nos impostos, capaz de tirar do vermelho suas margens de lucro e recolocá-los, com preços competitivos, na disputa global por consumidores"; o detalhe, segundo ele, é que por falta de um mercado consumidor, "o regime de exclusão, difícil de manter no Paraguai, é impossível de sustentar no Brasil. Mas a nossa elite segue pensando no Brasil como um grande Paraguai", destaca (Foto: Paulo Emílio)

Por Fernando Brito, no Tijolaço - A última manchete do ano na Folha é dedicada ao rumo que tomam muitas indústrias brasileiras: o caminho do Paraguai.

O que buscam por lá é o que tentam obter aqui: "uma vertiginosa diferença (para menos) nos custos trabalhistas, na conta de energia elétrica e nos impostos, capaz de tirar do vermelho suas margens de lucro e recolocá-los, com preços competitivos, na disputa global por consumidores."

"Estão vendo", dirão os mercadistas, "lá é que é bom, moderno, temos de seguir este exemplo".

Não importa que o Paraguai seja um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano da América do Sul ou que estas grandes "oportunidades de negócios" sejam para produzir o que os paraguaios não podem comprar.

Pois é isso o regime de "maquila" – maquiagem, mesmo: só para exportar.

O Paraguai não tem número de habitantes ( 6,7 milhões, quase o mesmo que a cidade do Rio de Janeiro, no país inteiro) para ser um grande mercado consumidor e nem renda. Aqui, somos mais de 200 milhões e fazemos questão de manter algo como dois terços da população fora ou nas "beiradas" deste mercado.

O regime de exclusão, difícil de manter no Paraguai, é impossível de sustentar no Brasil.

Mas a nossa elite segue pensando no Brasil como um grande Paraguai.

É seu desejo, sua obsessão.

Não é apenas injusto e mau, o que já seriam boas razões para não o sermos.

É que é, além disso, impossível.

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