247 – O embaixador Celso Amorim, que foi ministro dos governos Lula e Dilma, defendeu enfaticamente, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, a criação de um ministério dedicado aos povos indígenas, conforme já anunciado pelo ex-presidente. “A criação de um ministério indígena será um passo civilizatório fantástico no Brasil”, diz ele. “Aumentar a representação negra também é essencial. O parlamento tem que representar o País”, acrescentou.
Na entrevista, Amorim celebrou o apoio dos brizolistas, que saíram do PDT, ao ex-presidente Lula. “O progressismo no Brasil tem dois lados: nacionalismo e justiça social. Por isso mesmo, a aliança de brizolistas com Lula tem muita importância”, pontuou.
O embaixador também falou sobre o cenário internacional. “Começa a haver uma fadiga da guerra. Antes tarde do que nunca. E provavelmente a Ucrânia terá que fazer concessões territoriais”, disse ele. “Mas lamento a falta de urgência em buscar a paz”. Amorim acrescentou que a perspectiva de uma crise alimentar é gravíssima e disse ainda que “o risco de uma guerra nuclear aumentou.”
Sobre a Colômbia, ele afirmou que há uma disputa entre social-democracia e extrema direita. “A vitória do Petro será muito boa para a integração sul-americana”, afirmou.
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