A Copa chegou. E agora: de que lado você está?

A quatro dias da abertura, muitos já celebram a Copa do Mundo; são aqueles que enxergam no evento um momento eminentemente esportivo, propício para o congraçamento internacional e a mostra das qualidades do Brasil; outros planejam aproveitar a iluminada vitrine para botar blocos de protestos nas ruas, com potencial de conflitos e vandalismo; suspeita-se, nesse time, de articulações entre black blocs, grevistas e todo o tipo de radicais; prêmio Nobel da Paz, Jose Ramos Horta pediu uma trégua, assim como já havia feito o titular da seleção brasileira Daniel Alves; afinal, qual Brasil irá prevalecer?

A quatro dias da abertura, muitos já celebram a Copa do Mundo; são aqueles que enxergam no evento um momento eminentemente esportivo, propício para o congraçamento internacional e a mostra das qualidades do Brasil; outros planejam aproveitar a iluminada vitrine para botar blocos de protestos nas ruas, com potencial de conflitos e vandalismo; suspeita-se, nesse time, de articulações entre black blocs, grevistas e todo o tipo de radicais; prêmio Nobel da Paz, Jose Ramos Horta pediu uma trégua, assim como já havia feito o titular da seleção brasileira Daniel Alves; afinal, qual Brasil irá prevalecer?
A quatro dias da abertura, muitos já celebram a Copa do Mundo; são aqueles que enxergam no evento um momento eminentemente esportivo, propício para o congraçamento internacional e a mostra das qualidades do Brasil; outros planejam aproveitar a iluminada vitrine para botar blocos de protestos nas ruas, com potencial de conflitos e vandalismo; suspeita-se, nesse time, de articulações entre black blocs, grevistas e todo o tipo de radicais; prêmio Nobel da Paz, Jose Ramos Horta pediu uma trégua, assim como já havia feito o titular da seleção brasileira Daniel Alves; afinal, qual Brasil irá prevalecer? (Foto: Ana Pupulin)

247 – O último teste de fogo da Copa do Mundo no Brasil foi ultrapassado com sucesso. "Conseguimos um ótimo cartão de visitas para o jogo de abertura na próxima semana", comemorou nesta sexta-feira 6 o técnico Felipão, após o jogo amistoso contra a Croácia, no Morumbi, ter transcorrido normalmente. Ou quase.

Dentro do campo, a Seleção venceu por 1 a 0, mas houve tensão suficiente na maior cidade do País antes e depois da partida. Como reflexo direto de uma greve de metroviários, parte do público de 67 mil pessoas entrou no estádio com atraso. Um acordo de véspera fechado com a benção do Palácio do Planalto evitou que uma marcha com mais de 10 mil integrantes do MTST fosse feita para ir em direção ao Morumbi. Ficou a promessa de assentamento de milhares de famílias. 

O que quase aconteceu no ensaio do jogo amistoso - um cenário de potencial tumulto - pode ocorrer de fato durante jogos da Copa. Mas já é certo que os visitantes estão sendo bem recebidos. Numa cena que, espera-se, também corra o mundo, a seleção da Holanda, liderada por Robben, caminhou à beira mar na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, e se confraternizou com fãs brasileiros. Os australianos já estavam por aqui. Os italianos chegaram e os alemães, ingleses e argentinos estão aterrissando também, assim como todas as delegações e milhares de turistas torcedores. A festa, enfim, vai começar. 

DUAS VISÕES DO EVENTO - Junto com a taça da Fifa, passa a estar em jogo para o Brasil duas concepções do evento. De um lado, a grande parcela da população que quer desfrutar no Mundial um momento eminentemente esportivo, propício para o congraçamento internacional e a mostra das qualidades do Brasil. Afinal, sabe-se que, apesar de toda a maré pessimista, elas existem.

Com visão e objetivo opostos estão os que entendem a Copa como oportunidade para radicalizar na ação, manifestar agressivamente insatisfações e explicitar os conflitos há muito estabelecidos na cena nacional. Como se sabe, uma vitrine do tamanho da aberta pela Copa é tentadora também para exposição de mazelas e não conformismos. 

Nesta semana, dois personagens de destaque, cada um em sua atividade, pediram o mesmo à sociedade com seus conflitos: uma trégua durante a Copa. O titular da Seleção Brasileira Daniel Alves foi claro em buscar o apoio do público sem, no entanto, driblar a questão social em jogo:

- Sei que é complicado esquecermos os problemas do país, mas peço a todos que deixem isso de lado agora e torçam por nós, nos apoiem, e depois voltamos a cobrar. Todos queremos o melhor para o nosso país", afirmou Alves. Um mês atrás, ele se destacou ao comer uma banana atirada contra ele, em atitude racista, por um torcedor durante partida na Espanha. A atitude de Alves despertou repercussão internacional.

Sem, aparentemente, ter nada combinado com Alves, o prêmio Nobel da Paz Jose Ramos Horta, ex-presidente do Timor Leste, exortou os brasileiros, na quarta-feira 4, a também suspenderem protestos e marchas políticas e sindicais.

- Só um mês!, pediu ele, resumindo o pedido para que haja uma "trégua", como definiu, nas manifestações de rua.

Para os grupos que não enxergam a Copa como algo positivo para o País, os chamados soam como provocações. As pesquisas de opinião apontam que a população está com uma percepção negativa do Mundial, mas não há questionamentos sobre o amor dos brasileiros pelo futebol, e nem, também, sobre a extrema cordialidade e simpatia com que o povo recebe os visitantes estrangeiros. É lícito perguntar, assim, de que lado cada um se coloca entre essas duas concepções.

Acredita-se que o desempenho esportivo da Seleção Brasileira irá influir diretamente nos ânimos. É fácil imaginar, como sempre acontece durante a participação do Brasil nas copas, uma adesão crescente à medida em que os gols, as vitórias e a escalada na tabela comecem a acontecer. A julgar pela temperatura dos últimos protestos de rua – esvaziados, porém marcados pelo vandalismo -, existe também a chance de escalada às alturas do mau humor se o time não corresponder em campo.

O governo está tomando providências para que o clima de paz prevaleça. Mas a Anistia Internacional manifestou o receio de que haja repressão excessiva aos protestos projetados para as grandes cidades.

- Não admitiremos mesmo que haja qualquer tipo de baderna tentando impedir as pessoas de assistir aos jogos, disse a presidente Dilma Rousseff em entrevista à Rede Bandeirantes. "Vandalismo e baderna são crimes. Não vamos permitir mesmo que isso aconteça".

Entre alegria e tensão, a Copa já começou.

 

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