Atraídos pelo preço

O que os brasileiros priorizam (e no gostam) quando fazem compras pela internet

Atraídos pelo preço
Atraídos pelo preço (Foto: Divulgação)
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Luciane Macedo _247 - Fazer compras pela internet é um hábito cada vez mais comum entre os brasileiros. Além do aumento do poder aquisitivo, principalmente entre a classe C, e da ampliação do acesso à rede, fatores que contribuem para o crescimento do comércio online, a possibilidade de encontrar preços mais baixos nas lojas virtuais é o que mais atrai os brasileiros. Segundo a consultoria Pitney Bowes, que realizou uma pesquisa global em dez países (veja gráfico), 91% dos brasileiros entrevistados vão às compras na internet, tanto quando os americanos e franceses. E, para mais da metade dos nossos consumidores, o preço mais barato decide a compra. Estimativas de consultorias nacionais especializadas em comércio virtual, como a e-bit e a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (câmara-e.net), apontam para um faturamento que deve superar R$ 18 bilhões em 2011.


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"Os principais motivadores de compras online continuam sendo o preço e a comodidade, comparar preços entre várias lojas e comprar sem sair de casa", diz Mauricio Salvador, diretor da Ecommerce School. "Além disso, as lojas virtuais têm aproveitado a oferta de crédito no mercado para oferecer condições de parcelamento em até 12 vezes sem juros".

Apesar dos preços mais competitivos e do amplo parcelamento, mais da metade dos consumidores ainda desistem da compra quando esbarram no frete, ainda considerado caro. Embora muitas lojas ofereçam frete grátis a partir de um determinado valor, taxas e impostos adicionais, que podem incidir sobre a compra depois que ela foi efetuada, no momento de receber a mercadoria, fazem com que muitos consumidores abandonem o carrinho virtual. A demora na entrega foi apontada pelos entrevistados como outro fator que desmotiva.

Ao contrário de outros países, muitos setores do nosso varejo ainda precisam conquistar o internauta, entre eles os de vestuário e calçados. Artigos eletrônicos e de informática são os campeões de vendas online por aqui. Segundo Salvador, a troca não é um impeditivo para a compra de roupas e sapatos pela internet, mas a informação sobre os produtos pode dificultar a decisão de compra. "Já temos lojas como a Marisa, por exemplo, que provam que as pessoas compram esse tipo de mercadoria", comenta Salvador. "O que as lojas virtuais devem fazer é oferecer a maior quantidade possível de informações sobre os produtos, como cores, tabela de medidas, fotos de modelos, descrições e opiniões de outros usuários", sugere. "Quanto mais informação o consumidor tiver durante a navegação, menor será a probabilidade dele se decepcionar quando receber o produto". Para o especialista da Ecommerce School, haverá um forte crescimento na categoria de moda e acessórios.

A presença dos brasileiros nas mídias sociais também aponta para novas tendências no comércio eletrônico. Embora o método preferido para o recebimento de ofertas e promoções ainda seja o email, o social commerce, em que produtos e ofertas circulam através da recomendação de amigos nas redes sociais, começa a ganhar terreno. "Ainda não há fórmula de sucesso para as mídias sociais", diz Salvador. "O que percebemos é que as pessoas vão para as redes sociais para elogiar, reclamar e compartilhar". A interação das empresas com o consumidor, por outro lado, que é mais rápida pelas redes sociais, também gera tráfego para a loja virtual, estimulando a compra.

As redes como Facebook e Twitter, além dos blogs, também contribuem para aumentar as vendas entre os pequenos empreendedores. "A venda de produtos exclusivos, artesanais ou personalizados, tem uma forte tendência de aumento", indica Salvador.

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