Bezerra: "Querem atacar a imagem do meu partido"

Ministro da Integrao se explica a deputados e senadores sobre denncias de privilgios a Pernambuco; Bezerra (PSB)alega que seu estado no ficou com 90% das verbas antienchente, mas 44%; parceiro do PSB, PSDB mira em Dilma

Bezerra: "Querem atacar a imagem do meu partido"
Bezerra: "Querem atacar a imagem do meu partido" (Foto: Antônio Cruz/ABr)
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247 – "Querem atacar a imagem do meu partido", resumiu o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), durante suas explicações à Comissão Representativa do Congresso Nacional sobre as denúncias de irregularidade em sua Pasta. A Integração é acusada de beneficiar o estado de Pernambuco nos repasses para prevenção de enchentes e contemplar familiares do ministro com preferência no repasse de verbas.

"Quero afirmar que a decisão tomada (em relação à liberação de verbas para Pernambuco) foi em avaliação técnica, de forma correta e adequada para remediar situação recorrente e que causou prejuízos bilionários", explicou-se o ministro. Bezerra abriu seu pronunciamento falando sobre a necessidade de “debater com o Congresso Nacional e a sociedade uma nova politica mais adequada, eficaz e eficiente para a defesa civil, que a presidenta Dilma Rousseff está implantando no país”.

“Venho a este Congresso como gestor publico por ter dever de esclarecer e informar. Venho em respeito à imprensa do meu país, livre, democrática e vigilante. Tive a alegria de assegurar esse direito como constituinte”, disse o ministro. Segundo Bezerra, 56% dos recursos do Ministério para desastres (prevenção, reconstrução, assistência) foi para a região Sudeste, num número que rebateria a denúncia de que 90% das verbas antienchente foram para Pernambuco.

Sobre esse repasse, o ministro explicou que Pernambuco ficou com R$ 98 milhões dos R$ 218 milhões que o ministério tinha repartido entre 34 projetos para prevenir enchentes para poder construir cinco barragens e evitar a reincidência dos desastres naturais que atingiram o estado e Alagoas em 2010 e 2011 (ou seja, 44%, e não 90%, como vinha sendo noticiado). São Paulo aparece em segundo lugar como maior beneficiado, com R$ 40 milhões repassados, seguido por Espírito Santo, com R$ 16 milhões.

Bezerra detalhou os percentuais dos investimentos da Defesa Civil, rubrica por rubrica, mostrando que o dinheiro disponível foi repartido entre diversos estados, beneficiando um ou outro a depender da área levada em conta. Se for analisado todo o orçamento da Defesa Civil (para prevenção, reconstrução, assistência à população, etc), por exemplo, o Rio de Janeiro é o estado que recebeu mais recursos, com 20% do disponível.

Se for levado em conta o investimento aplicado em assistência à população, o Rio de Janeiro se destaca ainda mais, com 39% do orçamento disponível. Na rubrica "reconstrução", o estado que mais recebeu dinheiro foi Santa Catarina, com 23% dos recursos -- Pernambuco, nesse caso, recebeu apenas 3% dos recursos.

Em sua intervenção, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), líder de seu partido na Casa e autor do requerimento de convocação do ministro, preferiu mirar na presidente Dilma Rousseff, questionando Bezerra sobre o conhecimento do Palácio do Planalto sobre as ações do Ministério da Integração, inclusive no que tange à nomeação de parente para a Codevasf. O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira, também optou por envolver a presidente Dilma na condução do Ministério.

“Vossa excelência está sendo vítima de fogo amigo e inimigo”, disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa, ao ministro, ao falar sobre as agruras de ser ministro de Estado no Brasil. “Talvez Pernambuco tenha sido mais rápido, tenha tido mais sorte”, acrescentou o senador, em referência às verbas repassadas ao estado, em defesa de Bezerra.

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