Cinco fatores que demonstram que a fraude nos EUA é uma estratégia de Trump para não deixar o poder

(Foto: Divulgação)
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Se Donald Trump continuar a se negar a reconhecer a derrota eleitoral, ele se tornará o primeiro presidente em quebrar uma longa tradição pacífica de transição presidencial no país. Ainda faltam alguns dias para determinar oficialmente quem foi o ganhador da última corrida eleitoral em direção à Casa Branca, mas tudo indica que o contundente ganhador foi Joe Biden, a primeira contagem provisória daria uma importante diferença ao candidato democrata. 

Se algo tem caracterizado os EUA é que, ao longo de sua história, sempre teve transições pacíficas de poder. Uma conduta que já leva pouco mais de 200 anos de história, desde o ano 1797, quando George Washington – primeiro presidente dos EUA – fez entrega do mandato ao seu sucessor, John Adams. A ponto de quebrar essa tradição, o presidente Trump o faz com base em acusações de fraude. 

Este tipo de acusação é algo que nunca se viu na história norte-americana recente. A palavra fraude, utilizada por Donald Trump para se segurar no poder e não aceitar sua derrota, pode levar consigo uma infinidade de problemas institucionais, já que a denúncia de fraude, caso se utilize com fins políticos, pode trazer consigo problemas no seio da democracia. Por isso pode não só ser a derrota de um presidente, mas uma grande derrota, por causa do dano causado à saúde do sistema democrático. 

A ideia da fraude ganhou muitos adeptos nos últimos dias, o que tem gerado a viralização das acusações, multiplicando ‘clicks’ e inclusive conseguindo aparecer em várias manchetes entre os meios jornalísticos mais importantes do mundo. Isso acontece sem dimensionar o fato de que semelhantes acusações comprometem a estabilidade institucional, não só de tal país, mas também de toda a região, já que sempre funcionou como modelo democrático moderno aspirado por muitos outros países. 

De todos modos, é possível apontar cinco fatores que descartam a possibilidade de fraude nos EUA:

1. “As eleições de 2020 foram as mais seguras da história dos EUA”. Assim se pronunciaram as autoridades eleitorais no último dia 12 de novembro. Formada por uma coalisão bipartidária de autoridades eleitorais federais e estatais do Departamento de Segurança Nacional, as autoridades concluíram que “não há evidência de que nenhum sistema tenha apagado, perdido ou mudado um voto, ou que tenha sido comprometido”.

2. Acusações infundadas: Observadores internacionais ratificam credibilidade de resultados. 

Foi um dos ditados ressaltados pela OEA em seu informe preliminar. Além disso, a Organização de Estados Americanos declarou que não tem observado diretamente nenhuma irregularidade e pediu aos candidatos evitar especulações prejudiciais. Por sua parte, os observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) criticaram ao chefe do governo Trump e apontaram que suas acusações infundadas sobre deficiências sistemáticas nos comícios prejudicam a confiança nas instituições.

3. Comunicado de imprensa das empresas de tecnologia eleitoral. O advogado de Trump, Rudolph Giuliani, apontou várias empresas fornecedoras da tecnologia eleitoral como Dominion, Indra, Scytl e Smartmatic. Mas a realidade é que só Dominion fornece tecnologia para contar votos nos EUA. Por exemplo, a empresa Smartmatic limitou sua participação nas eleições dos EUA 2020 no condado de Los Angeles e seu papel foi o de fabricar máquinas para marcar cédulas de papel, motivo pelo qual não participaram na contagem de votos. 

4. Advogados de Trump abandonam a briga. Um indicador chamativo e importante é que dois dos escritórios de advogados que davam assistência ao presidente Trump se retiraram do processo. Isso somado às decisões contra a reclamação, que ainda não entregaram provas da fraude, empurram o caminho legal para o presidente. 

5. Envolver a Venezuela. Uma das estratégias do advogado de Trump foi envolver a Venezuela dentro do centro do debate. Dada a baixa possibilidade de reverter o resultado da eleição, esta estratégia lhes é funcional para desviar a atenção e melhorar o engajamento. Neste sentido, envolveram a empresa inglesa, Smartmatic, como parte da fraude eleitoral. Uma empresa que registrou mais de cinco bilhões de votos em eleições em 24 países, e todas as auditorias realizadas têm mostrado a exatidão dos resultados. Em seus 16 anos na indústria eleitoral, não tem acontecido uma só reclamação ou protesto eleitoral que tenha procedido e todas as eleições realizadas com a tecnologia desta companhia têm sido apoiadas por prestigiosas instituições como o Centro Carter, a OEA, e a União Europeia. Além disso, para esta eleição não contou votos em nenhum estado ou condado dos EUA, só prestou outro tipo de serviços dentro do Condado de Los Angeles.

Há muita evidência que garante e corrobora a integridade das eleições: informação que está À vista de muitos, mas não de todos. As semanas seguintes serão fundamentais para saber se o republicano Donald Trump aceitará os resultados e estará disposto a entregar a Casa Branca para continuar com a tradição democrática ou se está disposto a sacrificar a democracia para não assumir sua derrota. 

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