CNC: familias de baixa renda reduzem dívidas em novembro

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta que o percentual de famílias brasileiras com dívidas ou contas em atraso caiu de 23,1 em outubro, para 22,7% em novembro; segundo a CNC, a sazonalidade deste período do ano, junto com o adiantamento de parte do décimo terceiro salário, favorece a quitação de dívidas

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta que o percentual de famílias brasileiras com dívidas ou contas em atraso caiu de 23,1 em outubro, para 22,7% em novembro; segundo a CNC, a sazonalidade deste período do ano, junto com o adiantamento de parte do décimo terceiro salário, favorece a quitação de dívidas
Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta que o percentual de famílias brasileiras com dívidas ou contas em atraso caiu de 23,1 em outubro, para 22,7% em novembro; segundo a CNC, a sazonalidade deste período do ano, junto com o adiantamento de parte do décimo terceiro salário, favorece a quitação de dívidas (Foto: Paulo Emílio)

CNC - Mesmo em um cenário econômico adverso, o percentual de famílias brasileiras com dívidas ou contas em atraso recuou em novembro na comparação com outubro, passando de 23,1 para 22,7% do total. É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). De acordo com a entidade, desde fevereiro não se havia observado queda na proporção e famílias com atrasos nos pagamentos.

Esse é um dos indicadores da Peic, apurada mensalmente pela da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) desde janeiro de 2010. Das informações coletadas são apurados os seguintes indicadores: percentual de consumidores endividados, percentual de consumidores com contas em atraso, percentual de consumidores que não terão condições de pagar suas dívidas, tempo de endividamento, nível de comprometimento da renda, entre outros.

Pelo segundo mês consecutivo também houve, em novembro, redução no percentual de famílias endividadas. Essa queda foi observada apenas no grupo de famílias com renda até dez salários mínimos. Já na comparação anual, as duas faixas de renda pesquisadas apresentaram alta. Entre as famílias que ganham até dez salários mínimos, o percentual daquelas com dívidas foi de 62,3% em novembro deste ano, ante 63,8% em outubro e 60,7% em novembro de 2014. Entre as famílias com renda acima de dez salários mínimos, o percentual de famílias endividadas passou de 54,1%, em outubro de 2015, para 54,6% em novembro de 2015. Em novembro de 2014 o percentual de famílias com dívidas nesse grupo de renda era de 52,1%.

Acompanhando a redução no percentual de endividados, a proporção das famílias que se declararam muito endividadas caiu entre os meses de outubro e novembro de 2015 – de 13,9% para 13,4% do total de famílias. Na comparação anual houve alta de 2,6 pontos percentuais. Na comparação entre novembro de 2014 e novembro de 2015 a parcela que declarou estar mais ou menos endividada passou de 22,4% para 22,0%, e a parcela pouco endividada passou de 26,0% para 25,5% do total de famílias.

Para a Confederação, a sazonalidade deste período do ano, junto com o adiantamento de parte do décimo terceiro salário, favorece a quitação de dívidas. Apesar da moderação observada nos indicadores de consumo das famílias, o aumento do custo do crédito, ao mesmo tempo em que ocorre retração do emprego e da renda real dos consumidores, mantém o nível de endividamento das famílias em patamares superiores aos de 2014. A sazonalidade de fim de ano também favorece a redução de atrasos nos pagamentos.

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