Crime Passional? Bruno e Macarrão teriam um caso

Advogado do goleiro Bruno afirma que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, matou Eliza Samúdio por ciúmes. De acordo Rui Pimenta, a interferência da modelo no relacionamento dos dois teria sido a causa do crime

Crime Passional? Bruno e Macarrão teriam um caso
Crime Passional? Bruno e Macarrão teriam um caso (Foto: Edição/247)
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Minas 247 – O advogado do goleiro Bruno, Rui Pimenta, fez declarações que podem mudar o rumo do processo que investiga a morte da modelo Eliza Samúdio. De acordo com o advogado, a modelo foi morta por Luiz Henrique Romão, o Macarrão, por ciúmes. O goleiro e Macarrão teriam um relacionamento homossexual segundo Pimenta, e Macarrão não aceitou as interferências que Eliza Samúdio fazia na relação. Recentemente foi divulgada uma carta escrita por Bruno, em que ele pede para Macarrão utilizar o “plano B”. De acordo com o advogado do goleiro, o plano seria uma despedida, um pedido de perdão.

Confira a matéria do jornalista Mateus Parreiras, do jornal Estado de Minas

A carta supostamente assinada pelo ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza e endereçada ao amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, seria na verdade uma correspondência que tratava do rompimento de um relacionamento amoroso entre os dois. A afirmativa parte do advogado do atleta, Rui Pimenta, que afirmou ontem à noite, inclusive, que uma fita de vídeo usada pela modelo Eliza Samudio para chantagear Bruno continha cenas de uma noite de orgia entre ela, o atleta e Macarrão. “O crime ocorreu por ciúmes. O Macarrão não aceitou a Eliza se intrometendo no relacionamento dele e providenciou a morte dela, sem que o Bruno soubesse”, alegou Pimenta, por telefone, ao Estado de Minas.

O advogado chegou a se referir a um “relacionamento homossexual ativo e passivo”. O goleiro, contudo, nunca confessou isso a seu defensor. “Desde que entrei no caso percebi esse relacionamento entre os dois. A carta soa como fim de relacionamento. O plano B. Há despedida, pedido de perdão”, avalia Pimenta, que não interpreta a correspondência como forma de jogar toda a culpa do homicídio da ex-amante do goleiro, Eliza, em Macarrão. “O Bruno já foi pronunciado e vai ter de ir ao Tribunal do Júri de qualquer forma. Mesmo que o Macarrão confesse, só o júri pode absolver Bruno”, acrescentou Pimenta.

No lado da acusação, o surgimento da carta e a “impunidade” de que goza o policial civil aposentado José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, indicado pela polícia como cúmplice no crime, foram a gota d’água para expor uma divisão. Irritado com as atitudes do promotor titular do caso, Gustavo Fantini de Castro, que não denunciou Zezé e tampouco incluiu a correspondência no processo, o assistente da acusação, advogado José Arteiro Cavalcante Lima, disse que vai ele mesmo tomar essas atitudes e, depois, pedir à Justiça que substitua o representante do Ministério Público.

“A polícia tinha muitos indícios de que o Zezé tinha participado do crime, mas o promotor não o incluiu na denúncia. Avisei isso a ele, mas ele me deu as costas. Agora, um envolvido com participação ativa nesse crime está impune”, afirma Arteiro, que foi contratado pela mãe de Eliza, Sônia Fátima Moura, de 44 anos.

De acordo com a polícia, Zezé foi quem apresentou a Bruno e a Macarrão o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como o assassino de Eliza. Bola teria se encontrado com Zezé duas vezes na noite da morte de Eliza: antes e depois do crime. Para o chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, delegado Edson Moreira, Bola foi o matador e Zezé, o responsável pela aproximação entre eles. “Eram amigos (Zezé e Bola). Foram da mesma turma. Para mim, Zezé participou pelo menos da ocultação do cadáver”, diz o delegado.

O advogado José Arteiro quer também incluir no processo a carta, que teria um pedido de Bruno a Macarrão para que o amigo assumisse toda a culpa do crime. A suposta correspondência surgiu numa reportagem da revista Veja e teria sido apreendida na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Grande BH, onde os acusados cumprem prisão preventiva. Na cópia com uma assinatura que seria de Bruno, o ex-goleiro faz um apelo ao amigo para que entre em ação um “plano B”, que seria livrar o atleta, assumindo toda a culpa. “O ‘plano A’ deles foi negar o crime. Negar que Eliza Samudio tivesse sido assassinada”, afirma Arteiro.

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) confirma que uma cópia da correspondência foi apresentada pela reportagem de Veja, como se tivesse sido interceptada por agentes penitenciários. Contudo, a Seds informou que não há registro de correspondências confiscadas dos dois presos cujo conteúdo poderia representar perigo à segurança do complexo penitenciário, possibilitar a prática de crimes fora do presídio ou prejudicar o desenrolar do processo e a integridade de testemunhas.

O outro advogado de Bruno, Francisco Simim, contesta a veracidade do documento. “Não há uma confissão ali (na carta). Mesmo que seja verdadeira, não passa de uma estratégia do primeiro advogado, que instruiu seus clientes de forma errada”, disse.

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