Delator diz que Negromonte perdeu ministério por “roubar apenas para ele próprio”

Em nova ação contra membros do PP no âmbito da Operação Lava Jato, o Ministério Público Federal (MPF) detalha delações premiadas, e a principal delas tem como alvo o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia Mário Negromonte, por supostos delitos enquanto ele era ministro das Cidades; de acordo com o MP, Alberto Youssef afirmou em depoimento que Negromonte perdeu o cargo de ministro das Cidades em 2012 porque "não estava fazendo caixa" para o PP; segundo o doleiro, o ex-presidente do PP na Bahia estaria "roubando apenas para ele próprio"

Em nova ação contra membros do PP no âmbito da Operação Lava Jato, o Ministério Público Federal (MPF) detalha delações premiadas, e a principal delas tem como alvo o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia Mário Negromonte, por supostos delitos enquanto ele era ministro das Cidades; de acordo com o MP, Alberto Youssef afirmou em depoimento que Negromonte perdeu o cargo de ministro das Cidades em 2012 porque "não estava fazendo caixa" para o PP; segundo o doleiro, o ex-presidente do PP na Bahia estaria "roubando apenas para ele próprio"
Em nova ação contra membros do PP no âmbito da Operação Lava Jato, o Ministério Público Federal (MPF) detalha delações premiadas, e a principal delas tem como alvo o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia Mário Negromonte, por supostos delitos enquanto ele era ministro das Cidades; de acordo com o MP, Alberto Youssef afirmou em depoimento que Negromonte perdeu o cargo de ministro das Cidades em 2012 porque "não estava fazendo caixa" para o PP; segundo o doleiro, o ex-presidente do PP na Bahia estaria "roubando apenas para ele próprio" (Foto: Romulo Faro)
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Bahia 247 - Em nova ação contra membros do Partido Progressista (PP) no âmbito da Operação Lava Jato, o Ministério Público Federal (MPF) detalha delações premiadas, e a principal delas tem como alvo o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) Mário Negromonte, por supostos delitos enquanto ele era ministro das Cidades no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

As revelações do MPF apontam detalhes de todos os baianos do PP supostamente beneficiados pelo esquema de corrupção que assolou a Petrobras e deu origem à Lava Jato.

A representação do Ministério Público Federal tem como base depoimentos do doleiro Alberto Youssef, peça-chave no início da Operação Lava Jato, e articulador das propinas entre executivos da Petrobras, políticos e donos de empreiteiras.

De acordo com o Ministério Público, Alberto Youssef afirmou que Negromonte perdeu o cargo de ministro das Cidades em 2012 porque "não estava fazendo caixa" para o PP. Segundo o doleiro, o ex-presidente do PP na Bahia estaria "roubando apenas para ele próprio".

Já em 2014, os procuradores mencionaram que a ida do ex-ministro o TCM da Bahia se deu como contrapartida pelo apoio que ele deu à chapa do então candidato a governador Rui Costa (PT). Na ocasião, Mário Negromonte teria sido 'elevado ao posto de conselheiro pelo então governador Jaques Wagner'.

A ação do MPF também dá detalhes sobre depoimentos de pessoas que trabalhavam para o grupo do PP no esquema. Em agosto de 2011, os procuradores apontaram que, por orientação do doleiro Alberto Youssef, Adarico Negromonte, irmão do conselheiro, transferiu R$ 1 mil para a K Star Comércio de Veículos, valor que seria referente ao pagamento de parte do preço do Kia/Soul adquirido por Daniela Souza Negromonte, filha de Negromonte.

Dias depois, Adarico teria utilizado R$ 16 mil em espécie para pagar a blindagem do veículo. Este valor foi debitado dos créditos de propina do conselheiro no esquema de corrupção. Os detalhes deste caso foram colhidos pelo MPF no depoimento do transportador Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará.

Ainda de acordo com a ação do MPF, Negromonte e seu filho, Mário Negromonte Júnior (PP), usaram a conta bancária da esposa de Júnior, Camila Vasquez Pinheiro Gomes, em dezembro de 2014 e em janeiro de 2015, para depósito de valores em espécie no valor de R$ 225,5 mil. Segundo os procuradores, a operação bancária de forma estruturada teve como objetivo evitar a necessidade de comunicação ao conselho de controle de atividades financeiras (Coaf).

A defesa de Mário Negromonte diz que as acusações já foram explicadas ao Supremo Tribunal Federal com documentos.

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