Envolvido na máfia do ISS, ex-fiscal é suspenso

Controladoria Geral do Município de São Paulo suspendeu por 120 dias o auditor fiscal Carlos Augusto Pereira; segundo investigações do Ministério Público de São Paulo e da Prefeitura, ele teria recebido entre R$ 60 mil e R$ 80 mil semanais pelo esquema conhecido como a "máfia do ISS" entre 2006 e 2009, durante a primeira gestão de Gilberto Kassab (PSD); servidor responderá a um processo administrativo que poderá resultar em sua demissão; em nota, o atual ministro informou que foi seu governo que iniciou a apuração das denúncias do esquema

Controladoria Geral do Município de São Paulo suspendeu por 120 dias o auditor fiscal Carlos Augusto Pereira; segundo investigações do Ministério Público de São Paulo e da Prefeitura, ele teria recebido entre R$ 60 mil e R$ 80 mil semanais pelo esquema conhecido como a "máfia do ISS" entre 2006 e 2009, durante a primeira gestão de Gilberto Kassab (PSD); servidor responderá a um processo administrativo que poderá resultar em sua demissão; em nota, o atual ministro informou que foi seu governo que iniciou a apuração das denúncias do esquema
Controladoria Geral do Município de São Paulo suspendeu por 120 dias o auditor fiscal Carlos Augusto Pereira; segundo investigações do Ministério Público de São Paulo e da Prefeitura, ele teria recebido entre R$ 60 mil e R$ 80 mil semanais pelo esquema conhecido como a "máfia do ISS" entre 2006 e 2009, durante a primeira gestão de Gilberto Kassab (PSD); servidor responderá a um processo administrativo que poderá resultar em sua demissão; em nota, o atual ministro informou que foi seu governo que iniciou a apuração das denúncias do esquema (Foto: Paulo Emílio)
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247 - A Controladoria Geral do Município de São Paulo suspendeu por 120 dias o auditor fiscal Carlos Augusto Pereira por recebimento de propina da máfia do Imposto Sobre Serviços (ISS)que operava na receita municipal.

Pereira foi subsecretário de Arrecadação da prefeitura e chefe do também ex-subsecretário Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado com líder do esquema. A suspensão do servidor foi publicada nesta terça-feira (27) no Diário Oficial do Município.

Segundo as investigações efetuadas pelo Ministério Público de São Paulo e pela prefeitura, Pereira teria recebido entre R$ 60 mil e R$ 80 mil semanais por meio do esquema entre os anos de 2006 e 2009, durante a primeira gestão do então prefeito Gilberto Kassab (PSD). O servidor foi suspenso por um prazo de 120 dias e responderá a um processo administrativo que poderá culminar em sua demissão.

Em uma gravação feita pelo auditor e ex-delator Luís Alexandre Cardoso de Magalhães, Ronilson relata que ele e Pereira buscaram aproximar-se de membros da campanha de José Serra (PSDB)  à Prefeitura de São Paulo, da qual Kassab era vice na chapa. Ao término da campanha, porém, apenas Pereira teria conseguido ser nomeado para um cargo comissionado.

Pereira deixou a prefeitura da capital em 2009 para assumir um cargo em Santo André. Ali ele foi secretário de Planejamento e Orçamento Participativo e de Saúde. Segundo o Ministério Público, como secretário de Saúde, Pereira também teria desviado dinheiro destinado à aquisição de medicamentos.

Após a publicação da reportagem, a assessoria de imprensa do atual ministro Gilberto Kassab enviou a seguinte nota:

Em relação à reportagem "ENVOLVIDO NA MÁFIA DO ISS, EX-FISCAL É SUSPENSO", esclarecemos que foi a gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab que iniciou procedimento para apurar denúncias sobre suposto envolvimento de servidores de carreira da Secretaria das Finanças em, até então, supostas irregularidades. Essa investigação preliminar foi deixada à disposição da nova gestão desde a transição, uma das mais amplas e transparentes da cidade, como é de conhecimento público. Durante o seu mandato em São Paulo, Kassab afastou e exonerou servidores que cometeram irregularidades, ampliou a transparência pública permitindo acesso online a contratos de serviços e obras antes mesmo de a Lei de Acesso à informação entrar em vigência. Deixou, também, em estágio avançado sistema eletrônico para que pedidos de alvarás e, posteriormente, projetos de construção e reforma protocolados na Prefeitura tivessem acompanhamento em tempo real pela internet.

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