Exército admite ter negociado com governo Alckmin operação com capitão infiltrado

Comandante-geral do Exército, general Eduardo Villas Boas, admitiu nesta terça-feira, 18, que o Exército negociou com o governo de São Paulo a operação que prendeu, com a ajuda de um capitão infiltrado, 21 jovens antes de protesto um contra o presidente Michel Temer; "Houve, houve, houve uma absoluta interação com o governo do Estado. As pessoas precisam entender o Exército tem sido demandado para o cumprimento de várias missões fora da nossa esfera de responsabilidade primordial, vamos dizer assim", disse o general, que nega irregularidade na ação; informação desmente a PM-SP, que negou à época qualquer ação de inteligência que tenha sido realizada por outro órgão de segurança

Comandante-geral do Exército, general Eduardo Villas Boas, admitiu nesta terça-feira, 18, que o Exército negociou com o governo de São Paulo a operação que prendeu, com a ajuda de um capitão infiltrado, 21 jovens antes de protesto um contra o presidente Michel Temer; "Houve, houve, houve uma absoluta interação com o governo do Estado. As pessoas precisam entender o Exército tem sido demandado para o cumprimento de várias missões fora da nossa esfera de responsabilidade primordial, vamos dizer assim", disse o general, que nega irregularidade na ação; informação desmente a PM-SP, que negou à época qualquer ação de inteligência que tenha sido realizada por outro órgão de segurança
Comandante-geral do Exército, general Eduardo Villas Boas, admitiu nesta terça-feira, 18, que o Exército negociou com o governo de São Paulo a operação que prendeu, com a ajuda de um capitão infiltrado, 21 jovens antes de protesto um contra o presidente Michel Temer; "Houve, houve, houve uma absoluta interação com o governo do Estado. As pessoas precisam entender o Exército tem sido demandado para o cumprimento de várias missões fora da nossa esfera de responsabilidade primordial, vamos dizer assim", disse o general, que nega irregularidade na ação; informação desmente a PM-SP, que negou à época qualquer ação de inteligência que tenha sido realizada por outro órgão de segurança (Foto: Aquiles Lins)

SP 247 - O comandante-geral do Exército, general Eduardo da Costa Villas Boas, admitiu nesta terça-feira, 18, que o Exército negociou com o governo de São Paulo a operação realizada no dia 4 de setembro, quando 21 jovens foram presos em frente ao Centro Cultural São Paulo, antes de participarem de um protesto contra o presidente Michel Temer. 

Durante a operação, foi descoberta identidade do capitão do Exército Willian Pina Botelho, apontado como infiltrado entre os manifestantes e que teria sido responsável por passar informações e supostamente forjar flagrantes contra os manifestantes.

O general Villas Boas negou que haja ilegalidade na atuação do capitão. Questionado se houve comunicação com o Governo do Estado de São Paulo a respeito da operação, o general Villas Boas responde: "Houve, houve, houve uma absoluta interação com o governo do Estado. As pessoas precisam entender o Exército tem sido demandado para o cumprimento de várias missões fora da nossa esfera de responsabilidade primordial, vamos dizer assim", disse o general.

À época, o Comando da Polícia Militar disse negar a existência de qualquer ação de inteligência que tenha sido realizada por outro órgão de segurança. A instituição afirmou ainda não conhecer o homem apontado como sendo um oficial das Forças Armadas. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública reiterou à Jovem Pan que não houve qualquer operação conjunta durante as manifestações em São Paulo.

Segundo o Mídia Ninja, o capitão Willian Pina Botelho não se infiltrou somente em grupos de manifestantes que acabavam de se conhecer pelas redes sociais: sob o mesmo disfarce, "Balta Nunes", o agente coletou por meses informações privilegiadas da frente Povo Sem Medo, que hoje reúne alguns dos mais importantes movimentos sociais do país, como MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Fora do Eixo e Mídia NINJA, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e UNE (União Nacional dos Estudantes), além de militantes de partidos de esquerda como o PSOL e PCdoB, jornalistas e comunicadores, entre outras organizações sociais (leia mais).

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