Governo contém rebelião e aprova reajuste dos servidores na Assembleia

Quem apostou que o governo poderia amargar a segunda derrota consecutiva na Assembleia Legislativa Bahia, perdeu; ontem (6), menos de 24 horas após a sessão ser encerrada por falta de quorum, a apreciação dos projetos voltou à pauta e, desta vez, com presença maciça dos aliados; resultado: 42 dos 63 deputados votaram a favor do reajuste proposto pelo governo; em meio a pressão e muitas críticas, o secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, minimizou a cobrança de cargos de partidos como PSD, PP e PDT, tidos como líderes da ala dos insatisfeitos na Casa; "As secretarias são a porta de entrada do governo e acaba sendo um pedido maior, mas tento dar a abertura a todos"

Governador Diplomado anuncia o novo secretariado
Na foto: Josias Gomes, Serin
Governador Diplomado anuncia o novo secretariado Na foto: Josias Gomes, Serin (Foto: Romulo Faro)
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David Mendes/Tribuna da Bahia - Quem apostou que o governo poderia amargar a segunda derrota consecutiva na Assembleia Legislativa Bahia (AL-BA) perdeu. Na segunda-feira (5), durante a votação dos projetos de lei que tratavam do reajuste do funcionalismo público, o clima dentro da sua base de sustentação era de total insatisfação, o que forçou o governo a recuar.

Dos 42 deputados governistas, 15 nem os pés colocaram na sede do Legislativo. O restante ameaçava não comparecer em plenário para votar as propostas de reajuste parcelado – 3,5% em março e mais 2,8% em novembro. Um dos projetos contava com uma emenda da Oposição na Casa que indicava o parcelamento retroativo à data base do funcionalismo no estado, que é janeiro.

Porém, menos de 24 horas após a sessão encerrada por falta de quorum, a apreciação dos projetos voltou à pauta ontem (6), mas, desta vez, com a presença maciça dos deputados aliados. Resultado: 42 dos 63 deputados – o presidente não participa – votaram favoráveis ao reajuste proposto pelo Executivo. Contrários somaram 17 deputados e três não participaram da votação, Augusto Castro (PSDB), Nelson Leal (PSL) e Sildevan Nóbrega (PRB).

"Que milagre teria acontecido na base do governo? Que metamorfose foi essa em poucas horas?", questionou o deputado Carlos Geílson (sem partido), da tribuna. Mais além, ele frisou que: "Aquelas mesmas mãos que na campanha afagaram os servidores, hoje, se fecharam", frisou, ao criticar a postura dos parlamentares da base do governo.

De acordo com Geílson, com esse reajuste dado pelo Poder Executivo cerca de 30 mil funcionários não chegarão a receber sequer o teto do salário mínimo. Ele ainda lembrou alguns episódios durante a campanha eleitoral, quando o então candidato ao governo, Rui Costa, acusava o ex-governador Paulo Souto de não valorizar o servidor.

"E o que faz o Partido dos Trabalhadores hoje? Rui Costa prometeu até pagar o dinheiro da URV aos servidores durante debate na campanha eleitoral e hoje vira as costas para eles".

Em meio à clara pressão e muitas críticas, o secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes (foto), reconheceu que falhou na condução das tratativas com os deputado responsáveis pela sustentação do governo petista no parlamento baiano. Ao Bocão News, o articulador político do governo afirmou que as críticas apontadas pelos deputados e as insatisfações com a demora na definição dos cargos são legítimas, mas o governo não age propositalmente.

"É importante para a gente aprender a conduzir. A base faz o seu papel e nessa relação às vezes eu falho mesmo, mas não é no intuito de prejudicar ninguém. A relação política é difícil mesmo, mas o cobertor é curto", disse.

Josias Gomes ainda minimizou a cobrança de cargos de partidos como o PSD, PP e PDT, tidos como líderes da "bancada dos insatisfeitos" na Assembleia Legislativa da Bahia, apesar de já serem agraciados com cargos no 1º e 2º escalão, além das empresas públicas.

"As secretarias são a porta de entrada do governo e acaba sendo um pedido maior, mas tento dar a abertura a todos", esquivou-se ao informar que, mesmo com a pressão dos deputados, sedentos por cargos públicos na máquina pública estadual, o governo vai atender "na medida do possível", finalizou.

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