Kátia Abreu sobre expulsão do PMDB: minha expulsão não é punição, é biografia

Senadora Kátia Abreu (sem partido-TO) acaba de mitar nas redes sociais ao comentar sua expulsão do PMDB pela Comissão de Ética do partido, o mesmo que não fez nada contra Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Henrique Alves, todos presos; o motivo da saída: crítica da parlamentar a Michel Temer, apontado como chefe de quadrilha pela PGR; "A minha expulsão não é uma punição. É biografia. Lutei pela democracia no partido. Mas os corruptos venceram. Mas não por muito tempo.Vitoria de Pirro", postou a senadora no Twitter

kátia abreu
kátia abreu (Foto: Gisele Federicce)
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Tocantins 247 - A senadora Kátia Abreu (sem partido-TO) mitou na noite desta quinta-feira 23 ao afirmar que sua expulsão do PMDB "não é punição, é biografia".

"Ficarei sem partido e vou conversar com a população do Tocantins e as lideranças sérias do país antes de decidir o que será melhor para o meu Estado e o Brasil", tuitou a parlamentar.

"A minha expulsão não é uma punição. É biografia. Lutei pela democracia no partido. Mas os corruptos venceram. Mas não por muito tempo.Vitoria de Pirro", postou ainda a senadora.

A punição veio da Comissão de Ética do PMDB, o mesmo partido que não tomou qualquer providência contra Eduardo Cunha, que governa o Brasil da cadeia, Geddel Vieira Lima, do bunker de R$ 51 milhões, e Henrique Alves, todos presos.

O motivo da saída: crítica de Kátia a Michel Temer, o primeiro ocupante da presidência da República a ser denunciado por corrupção na história do Brasil.

Confira nota divulgada pela senadora:

NOTA À IMPRENSA

A comissão de " ética " do PMDB decidiu pela minha expulsão do partido de Ulisses Guimarães e Tancredo Neves.
Fui expulsa exatamente por não ter feito concessão à ética na política.
Fui expulsa por defender posições que desagradam ao governo.
Fui expulsa pois ousei dizer não a cargos, privilégios ou regalias do poder.
A mesma comissão de " ética " não ousou abrir processo contra membros do partido presos por corrupção e crimes contra o país.
Fiquei no PMDB e não saí como queriam. Fiquei e lutei pela independência de ideias e por acreditar que um partido deve ser um espaço plural de debates. A democracia não aceita a opressão.
Hoje os membros da comissão de " ética " imprimiram na história do partido que lutou contra a ditadura, a mácula do sectarismo e da falta de liberdade.
Sigo na luta política.
Sigo com Ética.
Sigo sem medo e firme nos meus propósitos, pois respeito minha família, respeito o povo do Tocantins e do Brasil, que ainda acreditam que esse país pode ser melhor.

Kátia Abreu
Senadora

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