Ligações indicam suposto envolvimento de empresário em cartel

Ligações telefônicas feitas pela Polícia Civil do Tocantins apontam o suposto envolvimento de um empresário de Palmas em cartel de combustíveis no Tocantins; a polícia grampeou o celular do presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Tocantins (Sindiposto), Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, por um mês; conhecido como Duda, ele é investigado por comandar o cartel. Em uma das conversas, Pereira fala com Neizimar Cabral (a quem chama de Leidimar), chefe de fiscalização do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, e chega a ameaçar um dos fiscais

Ligações telefônicas feitas pela Polícia Civil do Tocantins apontam o suposto envolvimento de um empresário de Palmas em cartel de combustíveis no Tocantins; a polícia grampeou o celular do presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Tocantins (Sindiposto), Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, por um mês; conhecido como Duda, ele é investigado por comandar o cartel. Em uma das conversas, Pereira fala com Neizimar Cabral (a quem chama de Leidimar), chefe de fiscalização do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, e chega a ameaçar um dos fiscais
Ligações telefônicas feitas pela Polícia Civil do Tocantins apontam o suposto envolvimento de um empresário de Palmas em cartel de combustíveis no Tocantins; a polícia grampeou o celular do presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Tocantins (Sindiposto), Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, por um mês; conhecido como Duda, ele é investigado por comandar o cartel. Em uma das conversas, Pereira fala com Neizimar Cabral (a quem chama de Leidimar), chefe de fiscalização do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, e chega a ameaçar um dos fiscais (Foto: Leonardo Lucena)

Tocantins 247 - Ligações telefônicas feitas pela Polícia Civil do Tocantins apontam o suposto envolvimento de um empresário de Palmas em cartel de combustíveis no Tocantins. A polícia grampeou o celular do presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Tocantins (Sindiposto), Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, por um mês. 

Conhecido como Duda, ele é investigado por comandar o cartel. Em uma das conversas, Pereira fala com Neizimar Cabral (a quem chama de Leidimar), chefe de fiscalização do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, e chega a ameaçar um dos fiscais.

Eduardo: Meu irmão! Tá tendo uma fiscalização lá em Porto Nacional, novamente nos meus postos.
Neizimar: Sim.
Eduardo: Eu tô falano. Esse cara não vai fechar meu posto! Eu vô lá e rebento com esse cara!
Neizimar: Duda!
Eduardo: Eu rebento com esse cara!
Leidimar: Eu acho que não precisa tudo isso.
Eduardo: Eu rebento com esse cara se ele fechar meu posto.

O chefe do Inmetro respondeu que iria trocar o fiscal.

Neizimar: Eu não posso chegar pro cara. Não faça isso!
Eduardo: Tá bom!
Neizimar: A única coisa que eu posso te garantir é que ele não vai mais no seus postos. Eu vou mudar o fiscal, para evitar esse transtorno.

O presidente do Sindiposto também foi denunciado pela morte do empresário Venceslau Gomes Leobas, de 77 anos. De acordo com as investigações, Alan Sales Borges e José Marcos de Lima, que estão presos, já teriam recebido R$ 60 mil pelo assassinato do idoso. Leobas era dono de uma rede de postos de combustível no Tocantins. O crime aconteceu em janeiro deste ano, em Porto Nacional, a que fica 52 quilômetros de Palmas. A polícia informou que o pagamento pelo crime continua sendo feito, aos poucos, dentro da cadeia. E que as famílias deles recebem mesadas.

A Justiça negou o pedido de prisão contra Eduardo Pereira, alegando que ele não representa risco. Ele vai responder, em liberdade, por homicídio duplamente qualificado. As investigações continuam para saber como funciona o cartel que estaria agindo na capital.

O empresário Eduardo Pereira disse, conforme o G1, que não praticou crime algum e que não conhece os envolvidos na morte de Venceslau Gomes Leobas. Sobre a discussão com o fiscal do Inmetro, ele afirmou que questionou uma conduta que ele considera irregular por parte do instituto.

O Inmetro do Tocantins preferiu não se manifestar sobre o assunto.


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