Mostra não incita pedofilia, diz promotor

Para o promotor Júlio Almeida, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, a exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", cancelada pelo grupo Santander no domingo (10), em Porto Alegre, não incita pedofilia ou qualquer outro crime; com o cancelamento da mostra na capital gaúcha, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília, mostraram interesse em receber a exposição

Para o promotor Júlio Almeida, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, a exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", cancelada pelo grupo Santander no domingo (10), em Porto Alegre, não incita pedofilia ou qualquer outro crime; com o cancelamento da mostra na capital gaúcha, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília, mostraram interesse em receber a exposição
Para o promotor Júlio Almeida, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, a exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", cancelada pelo grupo Santander no domingo (10), em Porto Alegre, não incita pedofilia ou qualquer outro crime; com o cancelamento da mostra na capital gaúcha, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília, mostraram interesse em receber a exposição (Foto: Charles Nisz)

Rio Grande do Sul 247 - Para o promotor Júlio Almeida, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, a exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", cancelada pelo grupo Santander no domingo (10), em Porto Alegre, após manifestações contra o que consideravam serem "obras de teor sexual" não incita pedofilia ou qualquer outro crime.

Kim Kataguiri, integrante do MBL, afirmou em entrevista à Folha que o problema da mostra seria seu direcionamento "para alunos de escolas públicas e privadas", o que a curadoria da exposição nega. Após visitar a mostra, o promotor afirmou que a exposição não contém "imagens de crianças simulando relações sexuais, nem exposição de genitália de crianças para fins primordialmente sexuais", considerados incitação à pedofilia de acordo com o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente).

Descartada a hipótese de crime sexual contra crianças, o promotor afirma que agora é preciso analisar se houve "alguma infração administrativa". Em exposições, o correto é fazer uma classificação etária - não havia essa indicação para os visitantes. Em caso de infração, os organizadores serão multados. 

Após o encerramento da mostra na capital gaúcha com um mês de antecedência, a exposição Queermuseu agora procura outra cidade para se instalar. A afirmação foi feita nesta terça-feira (12) pelo curador da mostra, Gaudêncio Fidelis, durante manifestação contra a LGBTTFobia organizada por grupos culturais, sindicatos e entidades de defesa da população LGBT.

Segundo Fidelis, secretários de cultura e representantes de instituições de outras cidades demonstraram interesse em acolher a exposição. Entre as cidades que teriam demonstrado interesse estão São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília. Apesar dos convites, o curador destacou a complexidade para transportar as obras.

A Queermuseu conta com 270 obras assinadas por 85 artistas, como Adriana Varejão, Candido Portinari, Ligia Clark, Yuri Firmesa e Leonilson. As peças abordam a temática sexual, questões de gênero e de diferenças. Segundo Fidelis, muitas destas obras estão em exibição há mais de 30 anos em diferentes museus do mundo.

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