Naspers cria nova unidade de vídeos por demanda enquanto concorrência com Netflix cresce

A sul-africana Naspers enfrenta a concorrência do Netflix, da Amazon e de atores locais como Cell C Black, Kwese e Vodacom VideoPlay, que continuam a oferecer conteúdo de vídeo alternativo.

Naspers cria nova unidade de vídeos por demanda enquanto concorrência com Netflix cresce
Naspers cria nova unidade de vídeos por demanda enquanto concorrência com Netflix cresce

(Reuters) - A divisão de entretenimento em vídeo da Naspers, criou uma nova unidade para transmissão de conteúdo diretamente ao consumidor, em uma tentativa de conter a forte disputa em vídeo por demanda de atores globais como o Netflix.

Os serviços conhecidos como over-the-top (OTT, na sigla em inglês), que são transmitidos pela internet sem exigir que os usuários assinem um serviço tradicional de TV a cabo ou satélite, estão crescendo rapidamente em toda a África.

A sul-africana Naspers enfrenta a concorrência do Netflix, da Amazon e de atores locais como Cell C Black, Kwese e Vodacom VideoPlay, que continuam a oferecer conteúdo de vídeo alternativo.

Para combater esses serviços, a empresa disse nesta quarta-feira que fundiu no segundo trimestre seu negócio de vídeo sob demanda Showmax Africa e o serviço de TV pela internet Dstv Digital Media para formar uma unidade chamada Connected Video.

A diretora da divisão de entretenimento em vídeo da Naspers, Imtiaz Patel, afirmou em comunicado que a empresa teve um início saudável em seus negócios em OTT através dos serviços Showmax e DStv Now, que permitem aos usuários assistir esportes e filmes em seus celulares.

“Agora é hora de consolidar esses aprendizados em uma única unidade para construir os melhores serviços possíveis para nossos clientes”, disse Patel.

A nova unidade será liderada por Niclas Ekdahl, ex-diretor administrativo do NuVu, serviço de vídeo por demanda da Ericsson, a partir de 10 de setembro, informou a empresa.

O negócio de entretenimento em vídeo da Naspers aumentou o número de assinantes em 1,5 milhão, para mais de 13 milhões de usuários na África no ano encerrado em março, enquanto o lucro operacional cresceu 29 por cento, para 369 milhões de dólares.

Por Nqobile Dludla

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