Paim critica impunidade no caso da Boate Kiss

O senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou indignação em Plenário pela decisão da Justiça Militar do Rio Grande do Sul que absolveu um bombeiro e reduziu a pena de outros dois pelo acidente que vitimou 242 pessoas na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), há quase quatro anos; ele lembrou que esse episódio tem sido marcado pela impunidade, como demonstra, a seu ver, manifesto da Associação dos Familiares das Vítimas e de Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senador Paulo Paim (PT-RS). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senador Paulo Paim (PT-RS). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado (Foto: Leonardo Lucena)
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Agência Senado - O senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou indignação em Plenário, nesta segunda-feira (17), pela decisão da Justiça Militar do Rio Grande do Sul que absolveu um bombeiro e reduziu a pena de outros dois pelo acidente que vitimou 242 pessoas e deixou outras 600 feridas na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), há quase quatro anos.

Ele lembrou que esse episódio tem sido marcado pela impunidade, como demonstra, a seu ver, manifesto da Associação dos Familiares das Vítimas e de Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria.

"A tragédia de Santa Maria não oi obras do acaso, não foi uma fatalidade imprevisível nem incontornável", segundo o documento lido pelo senador. "Na verdade, ela foi o resultado fatídico de uma sucessão de erros, omissões e irregularidades, os quais aconteceram e continuam acontecendo diariamente em inúmeras boates e casas noturnas de nosso país, que não tiveram ainda o mesmo azar. E ao invés de punir os culpados, a Justiça brasileira os está inocentando".

Paulo Paim também protestou contra o fato de o Ministério Público do estado estar processando três pais de jovens mortos na Boate Kiss. Eles terão que responder por calúnia e difamação por terem insinuado que um promotor foi omisso, já que sabia que a boate não tinha alvará para funcionar.

Segundo Paulo Paim, é um absurdo que esses pais ainda se tornem réus nesse caso.

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