Pela reeleição, Alckmin aposta tudo em propaganda

Governo do PSDB pretende gastar R$ 188,8 milhões nos primeiros seis meses de 2014; publicidade tem por objetivo resgatar a imagem do governador, abalada pelo escândalo do cartel dos trens; vai também enfocar as ações na Saúde, um claro movimento para tentar conter o avanço do ministro Alexandre Padilha, provável adversário de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes; marketing será unificado e acompanhado de perto pelo mago do PSDB, Nelson Biondi, para incorporar a nova linguagem aos programas eleitorais

Governo do PSDB pretende gastar R$ 188,8 milhões nos primeiros seis meses de 2014; publicidade tem por objetivo resgatar a imagem do governador, abalada pelo escândalo do cartel dos trens; vai também enfocar as ações na Saúde, um claro movimento para tentar conter o avanço do ministro Alexandre Padilha, provável adversário de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes; marketing será unificado e acompanhado de perto pelo mago do PSDB, Nelson Biondi, para incorporar a nova linguagem aos programas eleitorais
Governo do PSDB pretende gastar R$ 188,8 milhões nos primeiros seis meses de 2014; publicidade tem por objetivo resgatar a imagem do governador, abalada pelo escândalo do cartel dos trens; vai também enfocar as ações na Saúde, um claro movimento para tentar conter o avanço do ministro Alexandre Padilha, provável adversário de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes; marketing será unificado e acompanhado de perto pelo mago do PSDB, Nelson Biondi, para incorporar a nova linguagem aos programas eleitorais (Foto: Realle Palazzo-Martini)
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247 - Ano eleitoral, 2014 será de fartura para os veículos de comunicação alinhados com o projeto de reeleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O governo do tucano reservou para investimentos em mídia R$ 188,8 milhões, o dobro do gasto de 2013, verba que deverá ser gasta em apenas meio ano, já que a legislação proíbe a propaganda dos governos depois de julho, por conta das eleições.

Levantamento do jornal Folha de S. Paulo (íntegra aqui) aponta que o governo paulista investiu R$ 16,1 milhões por mês em propaganda neste ano. Agora, a proposta é ampliar esse gasto para R$ 31,5 milhões. Até semana passada, segundo o diário paulistano, os gastos de 2013 somaram R$ 194 milhões.

Ouvido pelo jornal, o governo Alckmin defendeu-se dizendo que em ano eleitoral é atípico, justificando o aumento da média mensal, e que a comparação entre 2013 e 2014 é incorreta. Os marketólogos de Alckmin acusaram a Folha de juntar “alhos com bugalhos” e que a comparação precisa ser feita entre anos eleitorais.

Disse também que o aumento dos gastos se justifica porque “a verba será investida em uma campanha que, pela primeira vez, busca unificar a identidade visual, de forma e conteúdo, das peças veiculadas para promover as ações das secretarias estaduais “

A Folha denuncia que o novo invólucro do governo Alckmin é acompanhado de perto pelo marketeiro do PSDB, Nelson Biondi, que pretende associar as comunicações institucional e partidária. Biondi deve assumir o marketing da campanha de Alckmin em 2014 e incorporar as ações da mídia do governo aos programas eleitorais do governador.

A nova propaganda seria algo como uma prestação de contas, mas com foco nas áreas de maior desgaste do governo, como mobilidade urbana, por exemplo. O objetivo e tentar mitigar o desgaste pela vinculação ao cartel que agiu em licitações da Companhia Paulista de Trens Urbanos (CPTM).

Outro foco da propaganda alckmista será na saúde. O objetivo específico é tentar barrar o crescimento do ministro petista da área, Alexandre Padilha, possível adversário de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes.

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