Porto Alegre retoma caminhadas pelo centro

Programa Viva o Centro a Pé, realizado pela Prefeitura há seis anos, será retomado no sábado, 11 de janeiro, com um passeio pelo Parque Farroupilha; a diferença em relação à programação normal é que durante o ano as caminhadas são feitas sob a orientação de professores e especialistas em patrimônio, história, arquitetura e artes plásticas

Programa Viva o Centro a Pé, realizado pela Prefeitura há seis anos, será retomado no sábado, 11 de janeiro, com um passeio pelo Parque Farroupilha; a diferença em relação à programação normal é que durante o ano as caminhadas são feitas sob a orientação de professores e especialistas em patrimônio, história, arquitetura e artes plásticas
Programa Viva o Centro a Pé, realizado pela Prefeitura há seis anos, será retomado no sábado, 11 de janeiro, com um passeio pelo Parque Farroupilha; a diferença em relação à programação normal é que durante o ano as caminhadas são feitas sob a orientação de professores e especialistas em patrimônio, história, arquitetura e artes plásticas (Foto: Roberta Namour)

Lorena Paim
Sul21 - O conhecido programa Viva o Centro a Pé, realizado pela Prefeitura há seis anos, não para nem no escaldante verão de Porto Alegre. No sábado, 11 de janeiro, um passeio pelo Parque Farroupilha abre o projeto Caminhadas Turísticas de Verão. A tradicional Redenção será percorrida em todos os seus recantos pelos visitantes, que terão o acompanhamento do guia turístico Roque Lemanski.

A diferença em relação à programação normal é que durante o ano as caminhadas são feitas sob a orientação de professores e especialistas em patrimônio, história, arquitetura e artes plásticas. Cerca de cem visitantes é a média de cada edição. Os roteiros são aos sábados pela manhã, geralmente a partir do Caminho dos Antiquários, na Cidade Baixa, em direção a pontos de interesse da cidade. A participação é gratuita, bastando a inscrição pelo e-mail [email protected] (informações pelo telefone 3333.1873). Os organizadores pedem a doação de um quilo de alimento. Para os passeios do verão, não há essa última exigência.

Segundo Liane Klein, coordenadora do Viva o Centro a Pé, as caminhadas orientadas já se transformaram em sucesso dentro da programação oficial da capital. “Tanto os porto-alegrenses quanto os turistas podem descobrir vários recantos da cidade e saber da história de monumentos e prédios”, diz. São três roteiros por mês na programação normal, um deles em ônibus articulado da Carris com capacidade para 140 pessoas. Uma novidade em 2013 foi a introdução da audiodescrição, possibilitando que cegos pudessem desfrutar dos passeios.

Em fevereiro próximo, Liane informa a realização de um projeto já de olho na Copa do Mundo. A Prefeitura está formatando seis passeios rápidos pelo Centro Histórico, durante a semana, dedicado aos turistas e com a orientação de guias bilingues.

Apesar do nome, o programa se estende para outras áreas. Liane diz que uma das maiores demandas de público ocorre nos passeios aos cemitérios da Santa Casa e Evangélico, no Bairro Azenha. Nesses locais, além dos túmulos de figuras famosas, chama a atenção a riqueza das obras da arquitetura cemiterial. A partir dessa descentralização, a programação já incluiu o Quarto Distrito, Moinhos de Vento, Hipódromo do Cristal, Hospital Psiquiátrico São Pedro, Asilo Padre Cacique.

Um dos frequentadores habituais do Viva o Centro a Pé é o professor Jorge Piqué. Ele, que morou muito tempo fora do país, se interessou pelo programa porque, apesar de ser porto-alegrense. “não conhecia muito da história e da geografia de minha cidade”. E exemplifica: “um dado que pouca gente sabe é que temos 48 morros!” Piqué acrescenta que a participação lhe permitiu conhecer a Vila do IAPI, “onde nunca havia entrado” e o Quarto Distrito, “que tem um potencial enorme, recém descoberto”. Para o professor, o Viva o Centro foi também uma inspiração para uma empresa de “inovação social” que acabou criando.

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