Sem transporte, produtores descartam milhões de litros de leite

A alta do óleo diesel e a consequente greve dos caminhoneiros continuam jogando pressão em cima do governo Temer; na região de Passos, no Sul de Minas Gerais, por exemplo, cerca de 500 mil litros de leite foram jogados fora porque o produto se estraga facilmente; não há transporte para o produto

A alta do óleo diesel e a consequente greve dos caminhoneiros continuam jogando pressão em cima do governo Temer; na região de Passos, no Sul de Minas Gerais, por exemplo, cerca de 500 mil litros de leite foram jogados fora porque o produto se estraga facilmente; não há transporte para o produto
A alta do óleo diesel e a consequente greve dos caminhoneiros continuam jogando pressão em cima do governo Temer; na região de Passos, no Sul de Minas Gerais, por exemplo, cerca de 500 mil litros de leite foram jogados fora porque o produto se estraga facilmente; não há transporte para o produto (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - A alta do óleo diesel e a consequente greve dos caminhoneiros continuam jogando pressão em cima do governo Temer. Na região de Passos, no Sul de Minas Gerais, cerca de 500 mil litros de leite foram jogados fora porque o produto se estraga facilmente. Não há transporte para o produto.

No Sudoeste do estado, cerca de 150 mil litros serão descartados nesta quinta-feira (24). De acordo com a Associação dos Produtores de Leite, a situação gera "sentimentos de tristeza, indignação e revolta com nossos governantes". 

Outros estados também sentem os efeitos da greve. No Rio Grande do Sul, o Sindicato da Indústria de Laticínios estima que 4 milhões de litros já deixaram de ser recebidos. Os relatos foram publicados no Estadão.

O Mato Grosso do Sul, que soma 24 mil produtores, também dará início ao descarte do produto. No Rio de Janeiro, a Cooperativa Agropecuária de Barra Mansa informou que os produtos serão obrigados a descartar mais de 130 mil litros por dia. 

Os caminhoneiros protestam contra o aumentos nos preços do óleo diesel. Desde o início da política de reajustes diários dos preços dos derivados de petróleo, em 3 de julho do ano passado, a Petrobras aumentou o preço do óleo diesel em suas refinarias 121 vezes, alta de 56,5%, de acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Em pouco mais de dez meses, o litro do produto passou de R$ 1,5006 para R$ 2,3488.

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