Skaf: manutenção da Selic mostra que BC não crê na velocidade das reformas

Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, criticou nesta quinta-feira, 21, a decisão do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano; "Parece que o BC não acredita que os ajustes da economia serão mais 'céleres' do que o esperado pelo mercado", afirmou Skaf; "O efeito dessa decisão será aumentar ainda mais a capacidade ociosa e o desemprego"; na decisão, o BC reafirmou não haver espaço para corte nos juros tão cedo

Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, criticou nesta quinta-feira, 21, a decisão do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano; "Parece que o BC não acredita que os ajustes da economia serão mais 'céleres' do que o esperado pelo mercado", afirmou Skaf; "O efeito dessa decisão será aumentar ainda mais a capacidade ociosa e o desemprego"; na decisão, o BC reafirmou não haver espaço para corte nos juros tão cedo
Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, criticou nesta quinta-feira, 21, a decisão do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano; "Parece que o BC não acredita que os ajustes da economia serão mais 'céleres' do que o esperado pelo mercado", afirmou Skaf; "O efeito dessa decisão será aumentar ainda mais a capacidade ociosa e o desemprego"; na decisão, o BC reafirmou não haver espaço para corte nos juros tão cedo (Foto: Aquiles Lins)

SP 247 - O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, criticou nesta quinta-feira, 21, a decisão do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano.

"Parece que o BC não acredita que os ajustes da economia serão mais 'céleres' do que o esperado pelo mercado", afirmou Skaf. "O efeito dessa decisão será aumentar ainda mais a capacidade ociosa e o desemprego."

Na decisão que manteve a taxa em 14,25%, o BC repetiu não haver espaço para corte nos juros tão cedo, na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sob o comando de Ilan Goldfajn. "Tomados em conjunto, o cenário básico e o atual balanço de riscos indicam não haver espaço para flexibilização da política monetária", informou o BC em comunicado com novo formato, mais extenso e pelo qual apontou riscos para o cenário de inflação, entre os quais a permanência de "incertezas quanto à aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia".

Com a decisão desta quarta, a Selic segue no mesmo patamar desde julho de 2015, o mais alto em quase uma década e no período mais longo de estabilidade desde que o regime de metas foi implantado em 1999. No texto da decisão, o BC também apontou ligeira melhora na sua projeção para inflação no ano que vem. A mudança fez alguns economistas enxergarem a possibilidade de uma redução da Selic em agosto ganhar força, enquanto outros seguiram vendo queda somente em outubro.

O Copom informou que projeções sobre a inflação permaneceram "relativamente estáveis nos horizontes relevantes para a condução da política monetária desde sua última reunião", mas caíram sobre os números divulgados no último Relatório de Inflação. No cenário de referência, completou o BC, a projeção para a inflação de 2017 encontra-se em torno da meta de 4,5%.

 

Conheça a TV 247

Mais de Geral

Ao vivo na TV 247 Youtube 247