Taxa de desemprego fica estável na RMR

A taxa de desemprego na Região Metropolitana do Recife (RMR) permaneceu praticamente estável entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014, oscilando apenas 0,1 ponto percentual; o índice caiu 11,4% para 11,3%, segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego(PED) na RMR, divulgada nesta quarta-feira (26)

Taxa de desemprego fica estável na RMR
Taxa de desemprego fica estável na RMR (Foto: Divulgação)
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Mariana Almeida, Pernambuco 247 - A taxa de desemprego na Região Metropolitana do Recife (RMR) permaneceu praticamente estável entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014, oscilando apenas 0,1 ponto percentual. O índice caiu 11,4% para 11,3%, segundo Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego(PED) na RMR, divulgada pela Secretaria do Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo (STQE), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos  (Dieese),  Fundação Seade e a Agência Condepe/Fidem.

Em dezembro, o número de desempregados na RMR era de 213 mil pessoas, dois mil a mais do que o número registrado em janeiro, de 211 mil indivíduos desempregados. A pequena variação no nível desemprego decorreu da estabilidade da força de trabalho na RMR. A taxa de participação também permaneceu praticamente estável, indo de 56% para 55,9%, e o contingente de ocupados não registrou variação, sendo estimado em 1,652 milhão pessoas.

Os dados resultam de um desempenho positivo da Construção Civil (com a criação de 2 mil postos de trabalho, representando variação de 1,3%), além de uma estabilidade no setor de Serviços (2 mil, ou 0,2%). Já os setores de Transformação e Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas apresentaram redução de 4 mil (-2,5%) e 3 mil (-0,8%) vagas, respectivamente.

A pesquisa também apontou crescimento de 1,4% dos trabalhadores assalariados e de 0,9% nos empregados domésticos. Os assalariados dos setores público e privado tiveram uma expansão de, respectivamente, 13 mil (1,5%) e 2 mil (1%). Já o emprego com carteira assinada registrou um crescimento de 21 mil, ou 2,8%, acarretando na redução de 5,6% (ou -8 mil) do trabalho informal. Já os autônomos registraram redução de 2,4%, além de -6,8% nos classificados nas demais posições.

Entre os dois últimos meses de 2013, o rendimento médio registrou um aumento de 0,6% (R$ 1.191,00) para os ocupados, 1,2% (R$ 1.295,00) para os assalariados e 1,8% (R$ 885,00) para os autônomos. Para o coordenador da PED pelo Dieese, Jairo Santiago, as mudanças nas taxas de emprego entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014 não representaram uma surpresa para os pesquisadores. “A oscilação foi morna, não apresentou tanta surpresa assim. Para uma comparação, os números de janeiro de 2013 até janeiro de 2014 foram mais expressivos”, afirmou Santiago. “No período, a taxa de desemprego caiu de 12,6% para 11,3%, com a criação de 32 mil novos postos de trabalho”, afirmou.

Para 2014, as previsões são otimistas, principalmente com a chegada da Copa do Mundo. “Em 2014, as taxas de desemprego serão, no mínimo, iguais as de 2013, mas elas devem diminuir ainda mais e voltarem para o patamar observado em 2012, já que a Copa do Mundo está aí e vai mexer principalmente com o setor de serviços”, analisou Santigo. “Entretanto, essas mudanças não serão sentidas nos primeiros meses, mas provavelmente só após o segundo semestre. Mas estamos otimistas”, acrescentou. 

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