Valcke diz que Marin passa "por um momento difícil"

Secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke reconhece que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, não vive uma situação muito confortável no Brasil; "Cada dia, vai se tornando um pouco mais difícil, duro", disse Valcke; além de ser apontado como possível colaborador da ditadura militar, Marin vem sofrendo acusações de irregularidades que ganham reverberação nos discursos do deputado Romário (PSB-RJ); petição contra o presidente da CBF ultrapassou 50 mil assinaturas; ele fica até a Copa?

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247 - O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, comentou em entrevista publicada neste domingo a situação do presidente da CBF, José Maria Marin, que vem protagonizando algumas polêmicas desde assumiu o comando da entidade -- e do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014. "Sei que o senhor Marin está passando por um momento difícil no Brasil. Cada dia, vai se tornando um pouco mais difícil, duro", comentou Valcke, em entrevista ao jornal O Globo. Recentemente, petição online pela saída de Marin da CBF ultrapassou 50 mil assinaturas.

Além da proximidade de Marin com o regime militar (leia mais em No auge de torturas e prisões, Marin louva Fleury), o presidente da CBF vem sendo acusado de ilícitos, que ganham reverberação principalmente nas críticas do deputado Romário (PSB-RJ). "Surpreendente, caros colegas parlamentares, mas num linguajar típico de gangsters, ele ameaça dois empresários", discursou Romário na última sexta-feira, chamando atenção para um vídeo que circula pela internet com uma gravação que mostraria Marin ameaçando os irmãos Balsinelli, donos da BWA, "empresa que, também segundo o mesmo áudio, controlam negócios na maioria dos estádios brasileiros", seguiu Romário (ouça o áudio em questão).

"A eles, os irmãos Balsinelli, José Maria Marin determina – ou implora – para que seu nome nunca seja citado, sob pena de estarem expondo o esquema no qual todos estão envolvidos, entre eles, claro, o próprio Marin e, por extensão, seu vice-presidente, Marco Polo del Nero", descreveu Romário. Segundo Valcke, "não é uma situação fácil", mas Marin "é um problema brasileiro". "Nós respeitamos os direitos individuais. Sabemos que não é boa a situação do presidente Marin perante Romário, a mídia e o Congresso, e estamos acompanhando. Se houver necessidade, isso será alvo de discussão entre Marin e a Fifa", comentou.

Valcke diz que "seria ruim" se o governo tivesse de interferir de alguma forma como consequência das polêmicas em que Marin está envolvido. "Nunca ouvi nenhum comentário, nem desejo do governo de intervir. [O ministro do Esporte] Aldo Rebelo sabe perfeitamente o que não deve ser feito por governos com as associações de futebol. Não penso que eles queiram intervir", disse. Conversaria com Romário sobre os ataques a Marin? "Não penso que Romário queira conversar comigo. Não penso que eu esteja no topo da lista das pessoas das quais ele gosta", responde o secretário-geral da Fifa.

Itaquerão

Na entrevista, Valcke também demonstra preocupação com a situação do Itaquerão, cujas obras estão ameaçadas por falta de repasses do BNDES (leia mais). "A hora é de esperar que São Paulo confirme que estará pronta a tempo. Eu odeio quando começam a falar de possibilidades. Isso só cria mais problemas. Temos um fato, não é uma situação fácil, mas vamos tentar resolvê-la. Só depois vamos tomar uma decisão", disse, lembrando que o prazo para a entrega do estádio de São Paulo é 31 de dezembro.

 

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