Brito: Janot vai virar picadinho do estado policial que ajudou a criar

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, avalia que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot pode sofrer duras represálias ao partir para a "agressão debochada" do contra o novo chefe da Polícia Federal, Fernando Segovia; patra o jornalista, Janot falou o que é inaceitável que se diga do chefe da Polícia Federal: "'A pergunta que não quer calar é: ele se inteirou disso ou ele está falando por ordem de alguém?'"; "Vai virar picadinho do Estado Policial que ajudou a criar", diz Brito

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, avalia que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot pode sofrer duras represálias ao partir para a "agressão debochada" do contra o novo chefe da Polícia Federal, Fernando Segovia; patra o jornalista, Janot falou o que é inaceitável que se diga do chefe da Polícia Federal: "'A pergunta que não quer calar é: ele se inteirou disso ou ele está falando por ordem de alguém?'"; "Vai virar picadinho do Estado Policial que ajudou a criar", diz Brito
Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, avalia que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot pode sofrer duras represálias ao partir para a "agressão debochada" do contra o novo chefe da Polícia Federal, Fernando Segovia; patra o jornalista, Janot falou o que é inaceitável que se diga do chefe da Polícia Federal: "'A pergunta que não quer calar é: ele se inteirou disso ou ele está falando por ordem de alguém?'"; "Vai virar picadinho do Estado Policial que ajudou a criar", diz Brito (Foto: Aquiles Lins)
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Por Fernando Brito, do Tijolaço - Já houve mais respeito nos estatutos da nossa gafieira judicial.

Agora, vale “umbigada”.

Rodrigo Janot, recém-apeado do cargo de Procurador Geral da República, partiu para a agressão debochada contra o recém-implantado chefe da Polícia Federal.

“Esse moço [Fernando Segóvia]  se acha acima de todas as instituições, e ele é só diretor da Polícia Federal, uma instituição respeitadíssima, mas vinculada hierarquicamente ao ministro da Justiça e ao presidente da República, que, aliás, estava na posse dele. Nunca vi um presidente da República ir à posse de um diretor-geral”.

Não satisfeito, manda que o diretor da PF vá tomar aulas de direito penal: “”O doutor Segóvia precisa estudar um pouquinho direito processual penal. Nós tínhamos réus presos. Em havendo réu preso –se ele não sabe disso é preciso dar uma estudadinha–, o inquérito tem que ser encerrado num prazo curto, e a denúncia, oferecida, senão o réu será solto”.

E  fala o que é inaceitável que se diga do chefe da Polícia Federal: “”A pergunta que não quer calar é: ele se inteirou disso ou ele está falando por ordem de alguém?”

Há, porém, outra pergunta que não quer calar. Por que Rodrigo Janot colaborou, por ação e omissão, com a derrubada de um governo que deu a mais ampla liberdade de atuação que a Polícia Federal já teve em sua história? Por que Rodrigo Janot não deteve Eduardo Cunha, por que não deteve o golpismo de Temer? Porque não deteve a farsa das “pedaladas fiscais”? Porque só deteve, de forma abjeta, a nomeação de Lula para Casa Civil, última esperança para contra o golpe de estado que levaria “esse moço” ao comando da PF?

Recomenda-se ao Dr. Janot que se cuide. Age sobre ele a máquina que ele mandou agir contra outros, e que vai arrancar, para usar o bordão de um personagem do Chico Anysio, os segredos até de tudo que ele fazia “quando era menino lá em Barbacena”.

Vai virar picadinho do Estado Policial que ajudou a criar.

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