Hashtag que pede 'Flávio na cadeia' entrou nos trending topics do Twitter

A hashtag #FlavioBolsonaroNaCadeia chegou a ser o segundo assunto mais comentado no Brasil; "Flávio Bolsonaro foi o único deputado a votar contra a concessão da Medalha Tiradentes à Marielle, mas adivinha quem ele já tinha homenageado? Os milicianos do Escritório do Crime, presos, hoje, suspeitos de terem assassinado ela. Nojo", publicou um dos internautas da rede social

Hashtag que pede 'Flávio na cadeia' entrou nos trending topics do Twitter
Hashtag que pede 'Flávio na cadeia' entrou nos trending topics do Twitter (Foto: Reprodução)

Da Rede Brasil Atual - A hashtag #FlavioBolsonaroNaCadeia é o segundo assunto mais comentado no Brasil. Até as 14h05 desta terça-feira (22), a frase ficava atrás, nos trending topics da rede social, apenas do Oscar. A repercussão decorre da ligação de Flávio Bolsonaro (PSL), deputado estadual e senador eleito pelo Rio de Janeiro, com milicianos alvos da Operação Os Intocáveis, no Rio de Janeiro, que prendeu suspeitos do assassinato de Marielle Franco.

De acordo com o jornal O Globo, os principais alvos da operação foram homenageados, em 2003 e 2004, na Assembleia Legislativa do Rio por indicação de Flávio. A hashtag no Twitter rendeu críticas ao filho do presidente, Jair Bolsonaro (PSL).

"Flávio Bolsonaro foi o único deputado a votar contra a concessão da Medalha Tiradentes à Marielle, mas adivinha quem ele já tinha homenageado? Os milicianos do Escritório do Crime, presos, hoje, suspeitos de terem assassinado ela. Nojo", publicou um dos internautas.

Uma outra notícia que fortalece o assunto na rede social é a de que Flávio Bolsonaro empregou, em seu gabinete até novembro do ano passado, a mãe e mulher de chefe do ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Adriano Magalhães da Nóbrega, tido pelo Ministério Público do Rio como homem-forte do Escritório do Crime, um dos alvos de um mandado de prisão nesta terça e está foragido.

Raimunda Veras Magalhães, a mãe, e Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, a esposa, tinham cargos com salário de R$ 6.490,35.

"Dois dos alvos da operação do MP contra as milícias foram homenageados por Flávio Bolsonaro na Alerj. Além disso, a mãe e a mulher de um deles foram assessoras do deputado. Milicianos precisam ser investigados, não homenageados. A família Bolsonaro deve explicações à sociedade", tuitou o deputado estadual e eleito federal, Marcelo Freixo (Psol-RJ).

Queiroz

As denúncias contra Flávio também passam pelo seu ex-motorista Fabrício Queiroz, que movimentou em sua conta R$ 7 milhões, segundo dados do Coaf. O escândalo que afeta não só filho Flávio como o próprio Jair Bolsonaro e sua mulher, Michelle. A primeira-dama foi favorecida com depósitos de Queiroz em sua conta.

Segundo a reportagem, o ex-capitão do Bope também é amigo de Fabrício Queiroz. Raimunda aparece como uma das servidoras do gabinete que repassaram dinheiro para a conta de Queiroz, que teria indicado as duas mulheres para o cargo.

"Queiroz estava escondido na favela Rio das Pedras, os milicianos presos hoje foram na favela Rio das Pedras e as honrarias feitas por Flávio Bolsonaro foi para dois milicianos presos hoje. Coincidência?", questiona um internauta.

Queiroz foi convidado duas vezes para prestar esclarecimentos no MP do Rio de Janeiro, mas não compareceu. A justificativa era problemas de saúde. A família dele também foi chamada para esclarecer a movimentação atípica de mais de R$ 1,2 milhão entre 2017 e 2018, mas também não apareceu.

Flávio Bolsonaro também não compareceu quando chamado a depor, mas havia prometido marcar uma nova data. Por ter prerrogativa de foro privilegiado, podia acertar com os promotores uma data para se apresentar e dar seus esclarecimentos. Por meio de uma conta no Twitter, o parlamentar disse que não teve acesso ao processo.

Mas Queiroz compareceu a entrevista no SBT em que justificou a movimentação financeira com a compra e venda de carros. "Sou um cara de negócios, faço dinheiro", disse. A jornalista Débora Bergamasco não questionou, porém, o fato de uma pessoa com cargo público não poder ser um "cara de negócios" – além de função na Polícia Militar, Queiroz ocupava um posto na Assembleia Legislativa do Rio, no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Para o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), as consequências políticas da relação de milicianos e pessoas próximas a eles com a família Bolsonaro são "gravíssimas". "Mas percebam o seguinte detalhe: essa operação foi solicitada pelo Ministério Público Federal ao juiz Marcelo Bretas (juiz federal da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro) no dia 16 de outubro. Pasmem, Queiroz pediu demissão do gabinete de Flávio Bolsonaro no dia 15, um dia antes. E a filha do Queiroz pediu exoneração do gabinete também no dia 15", afirma Pimenta, em vídeo. "Doutor Sérgio Moro, o Coaf está sob sua responsabilidade e a Polícia Federal sob sua jurisdição. É inadmissível a postura que o senhor está adotando nesse processo."

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