Mello Franco: programa de Temer não passaria pelo teste da urna

O jornalista Bernardo Mello Franco questiona a viabilidade do programa do vice Michel Temer, que prevê privatizar tudo, rever programas sociais e conter drasticamente os gastos públicos; "É difícil imaginar que algum candidato fosse eleito no Brasil com uma agenda assim, que faria corar muitos tucanos. Mas isso não vem ao caso, porque Temer não terá que consultar o povo para vestir a faixa", diz ele

O jornalista Bernardo Mello Franco questiona a viabilidade do programa do vice Michel Temer, que prevê privatizar tudo, rever programas sociais e conter drasticamente os gastos públicos; "É difícil imaginar que algum candidato fosse eleito no Brasil com uma agenda assim, que faria corar muitos tucanos. Mas isso não vem ao caso, porque Temer não terá que consultar o povo para vestir a faixa", diz ele
O jornalista Bernardo Mello Franco questiona a viabilidade do programa do vice Michel Temer, que prevê privatizar tudo, rever programas sociais e conter drasticamente os gastos públicos; "É difícil imaginar que algum candidato fosse eleito no Brasil com uma agenda assim, que faria corar muitos tucanos. Mas isso não vem ao caso, porque Temer não terá que consultar o povo para vestir a faixa", diz ele (Foto: Leonardo Attuch)
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247 – O programa econômico que o vice-presidente Michel Temer pretende implantar dificilmente passaria pelo teste das urnas, segundo aponta o colunista Bernardo Mello Franco, no texto Euforia e Realidade.

"As primeiras notícias do governo Temer foram recebidas com festa e euforia pelos porta-vozes do PIB. O ainda vice-presidente promete um choque liberal na economia, com redução drástica dos gastos públicos e do tamanho do Estado", diz ele. Um novo plano elaborado por sua equipe fala em mudar a lei de licitações e em privatizar 'tudo o que for possível'. O anterior, batizado de 'Ponte para o Futuro', defende a flexibilização das leis trabalhistas, o fim das despesas obrigatórias com a saúde e a desvinculação do salário mínimo aos benefícios sociais."

"É difícil imaginar que algum candidato fosse eleito no Brasil com uma agenda assim, que faria corar muitos tucanos. Mas isso não vem ao caso, porque Temer não terá que consultar o povo para vestir a faixa", pontua.

Ele afirma, no entanto, que esse programa esbarra na realidade e na própria natureza do PMDB. "Quem sonha com uma máquina pilotada por técnicos apartidários, e livre dos vícios da era petista, vai acordar num país governado por deputados do PMDB e assemelhados", afirma. "A propaganda do corte de ministérios já começou a fazer água", lembrando que o enxugamento levaria o número de pastas a 20, já está em 26 e pode crescer.

 

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