Safatle: sob a acusação de 'marxismo cultural' cabem até os veganos

O filósofo Vladimir Safatle escaneia a psicologia barata dos próceres do novo governo Bolsonaro à luz da sub intelectualidade militarista latino-americana. Ele diz: "o pensamento conservador cunhou seu mantra preferido, o 'marxismo cultural', este buraco negro no qual tudo pode entrar —frankfurtianos, Heidegger, Gramsci, pós-estruturalistas, presidentes de centros acadêmicos, cantores de MPB, lésbicas e veganos"

Safatle: sob a acusação de 'marxismo cultural' cabem até os veganos
Safatle: sob a acusação de 'marxismo cultural' cabem até os veganos

247 - O filósofo Vladimir Safatle escaneia a psicologia barata dos próceres do novo governo Bolsonaro à luz da sub intelectualidade militarista latino-americana. Ele diz: "o pensamento conservador cunhou seu mantra preferido, o 'marxismo cultural', este buraco negro no qual tudo pode entrar —frankfurtianos, Heidegger, Gramsci, pós-estruturalistas, presidentes de centros acadêmicos, cantores de MPB, lésbicas e veganos."

Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, o filósofo lembra o romance de Roberto Bolaño (Noturno no Chile) e diz: "se Pinochet não foi reconhecido em sua grandeza intelectual é certamente porque todo o aparelho de criação de hegemonia cultural (universidades, editoras, cinemas, artistas em geral) estaria tomado por "ideólogos" que nada sabem sobre a verdadeira arte e o verdadeiro saber. Não há outra explicação possível."

E prossegue: "o argumento de base era mais ou menos o mesmo. A classe intelectual cosmopolita e libertina teria perdido o contato com os verdadeiros anseios e costumes do povo. Ela perverteu seus valores procurando fazer passar criações 'patológicas' e 'sexualidades distorcidas' como expressão de genialidade."

 

 

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