Sakamoto: governo deixará de ser o Robin Hood doido que taxa pobre e protege rico?

"O ministro Paulo Guedes diz que quer cortar privilégios na cobrança de impostos. Isso é ótimo. Esperemos, contudo, que a definição de 'privilégio' adotada pela equipe econômica para a Reforma Tributária seja diferente daquela que foi abraçada para a Reforma da Previdência", escreve o jornalista Leonardo Sakamoto

247 - "O ministro Paulo Guedes diz que quer cortar privilégios na cobrança de impostos. Isso é ótimo. Esperemos, contudo, que a definição de 'privilégio' adotada pela equipe econômica para a Reforma Tributária seja diferente daquela que foi abraçada para a Reforma da Previdência", escreve o jornalista Leonardo Sakamoto em seu blog.

"A questão não é necessariamente aumentar a carga tributária, mas distribui-la melhor. Disso pode sair um país um pouquinho mais justo. Ou um futuro que tem tudo para repetir o passado", diz.

O colunsita destaca que Guedes e seu chefe "cansaram de dizer que a proposta de mudança nas aposentadorias iria remover privilégios". "Enquanto isso, protegeu militares, que tiveram direito a uma reforma própria para chamar de sua", afirma.

"E diziam que ela atingiria apenas os mais ricos, mas o texto que saiu do Ministério da Economia dificultava a vida de trabalhadores rurais, idosos em situação de miséria, viúvas e órfãos. Se não fosse o Congresso Nacional e a pressão de sindicatos e a sociedade civil, teria sido uma tragédia de proporções épicas", complementa. 

O jornalista reforça que "o governo não se apresentou para debater a proposta da Previdência com a população, apenas com entidades empresariais e investidores". "O problema é que Bolsonaro acha que os ricos no Brasil já são injustiçados".

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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