EUA ficam isolados na ONU em votações sobre refugiados e aborto

Os Estados Unidos ficaram isolados na Assembleia Geral de 193 membros das Nações Unidas nesta segunda-feira (17) em temas como a promoção do aborto e um plano voluntário para lidar com a crise mundial de refugiados

EUA ficam isolados na ONU em votações sobre refugiados e aborto
EUA ficam isolados na ONU em votações sobre refugiados e aborto

247, com Reuters - Somente a Hungria, país governado pela extrema-direita, deu apoio aos EUA e votou contra uma resolução anual sobre o trabalho da agência de refugiados das Nações Unidas, enquanto 181 países votaram a favor e três se abstiveram. A resolução tem sido geralmente aprovada por consenso há mais de 60 anos.

No entanto, neste ano, a resolução incluiu a aprovação de um acordo sobre refugiados, que foi produzido por Filippo Grandi, chefe da área de refugiados, depois de isso ter sido requisitado pela Assembleia Geral de 2016. A resolução pede que países implementem o plano.

Os EUA foram o único país contrário ao rascunho da resolução no mês passado quando o documento foi discutido e acordado pelo comitê de direitos humanos. Os EUA afirmaram que aspectos do contrariam seus interesses soberanos, citando a abordagem global para refugiados e imigrantes.

As resoluções da Assembleia Geral são facultativas, mas têm peso político. O presidente dos EUA, Donald Trump, no seu discurso anual na ONU em setembro, enfatizou a proteção da soberania norte-americana.

Os EUA também fracassaram numa campanha, iniciada no mês passado durante negociações sobre vários esboços de resolução no comitê de direitos humanos, contra referências à "saúde sexual e reprodutiva" e a "serviços de saúde sexual e reprodutiva".

O país disse que a linguagem tinha "conotações acumuladas que sugeriam promoção do aborto ou direito ao aborto, que são inaceitáveis para o governo".

Nesta segunda, Washington, sem sucesso, tentou remover dois parágrafos de uma resolução sobre prevenção da violência e assédio sexual contra mulheres e meninas. Foi o único país a votar contra o texto. Ao todo 131 votaram pela manutenção, e 31 se abstiveram.

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