Irã à ONU: protestos foram incitados por estrangeiros

O governo iraniano tem evidências de que a violência nos protestos em curso no país foi incitada por agentes do exterior, afirmou o embaixador iraniano nas Nações Unidas, Gholam Ali Khoshroo durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU

Presidente do Irã, Hassan Rouhani, durante coletiva de imprensa em Nova York, Estados Unidos 20/09/2017 REUTERS/Stephanie Keith
Presidente do Irã, Hassan Rouhani, durante coletiva de imprensa em Nova York, Estados Unidos 20/09/2017 REUTERS/Stephanie Keith (Foto: Leonardo Attuch)

Da Agência Sputinik – O governo iraniano tem evidências de que a violência nos protestos em curso no país foi incitada por agentes do exterior, afirmou o embaixador iraniano nas Nações Unidas, Gholam Ali Khoshroo durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

"Nós temos sólidas provas que a violência no Irã foi incitada por um punhado de manifestantes, em alguns casos resultando em mortes de policiais e oficiais de segurança, sendo claramente direcionadas do exterior", disse Khoshroo nesta sexta-feira.

A reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi convocada pelos Estados Unidos, motivados por supostas tentativas das autoridades iranianas de reprimir os manifestantes pró-democracia. A enviada dos EUA à ONU, Nikki Haley, disse que "o mundo estava observando o que a República Islâmica estava fazendo".

"O movimento dos Estados Unidos ao levar a este Conselho [a questão dos] protestos no Irã por alguns de nossos cidadãos por queixas legítimas, alguns exacerbados por ninguém menos que próprio EUA e sua destituição da obrigação com Plano Integral de Ação Conjunta [JCPOA], é um abuso de poder como membro permanente e um abuso do Conselho em si ", queixou-se Khoshroo.

As ruas da capital iraniana, Teerã, foram ocupadas por manifestantes após a replicação de um vídeo nas redes sociais em que forças de segurança pública são vistas abrindo fogo contra civis. No entanto, de acordo com a rede de notícias Al-Jazeera, as imagens são de 2009, postadas na internet em 2011. A reportagem do canal árabe mostra ainda que a pessoa responsável por postar as imagens estava localizada na Califórnia, Estados Unidos.

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