Justiça boliviana proíbe candidatura de Evo Morales ao Senado

A "Câmara Constitucional" da Bolívia se pronuncia a favor da proibição da candidatura de Evo Morales ao Senado. Ele pretende candidatar-se por Cochabamba

Ex-presidente da Bolívia, Evo Morales
Ex-presidente da Bolívia, Evo Morales (Foto: REUTERS/Rodrigo Urzagasti)
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247 - No quadro da perseguição às forças progressistas bolivianas, a proibição à candidatura de Evo Morales ao Senado foi confirmada. Nesta segunda-feira, o juiz Alfredo Jaimes Terrazas, membro da Terceira Câmara Constitucional da cidade de El Alto, se pronunciou a favor da eliminação da candidatura de Evo Morales ao Senado por Cochabamba.

Em 1º de setembro, a Segunda Câmara Constitucional de La Paz não se pronunciou sobre a origem da desqualificação de Morales, porque havia empate entre os membros. Por isso, outro integrante do órgão foi intimado a atuar como colono da disputa.

A mídia local noticiou que o juiz fundamentou sua decisão após fazer uma análise das "provas apresentadas" e examinar o recurso da defesa de Morales. 

Em decisão anterior, o presidente da Corte eleitoral, Salvador Romero, informou que o órgão invalidou a candidatura de Morales “por não cumprir o requisito de residência permanente”.

A defesa de Morales argumentou que o presidente deposto, atualmente refugiado na Argentina, fugiu do país devido a uma situação de "força maior", após o golpe contra ele perpetrado em novembro de 2019.

Antes da decisão do TSE, a defesa do Movimento ao Socialismo (MAS), partido de Morales, interpôs recurso judicial na Segunda Câmara Constitucional do Tribunal de Justiça Departamental para reverter a decisão do órgão eleitoral.

Com a decisão desta segunda-feira, continua em vigor a resolução do TSE sobre a eliminação da candidatura de Morales ao Senado.

Em sua conta no Twitter, o ex-presidente qualificou a sentença como uma decisão política ilegal e inconstitucional, informa a RT

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