Trump perdoa Steve Bannon, guru da extrema-direita mundial

Nos seus últimos minutos na Casa Branca, Donald Trump concedeu o perdão presidencial ao guru do neofascismo global, que exerce forte influência sobre a família Bolsonaro

Steve Bannon é cercado por fotógrafos ao deixar Corte Federal de Manhattan, em NY, solto depois de pagar fiança, na quinta-feira (20).
Steve Bannon é cercado por fotógrafos ao deixar Corte Federal de Manhattan, em NY, solto depois de pagar fiança, na quinta-feira (20). (Foto: Reuters/Andrew Kelly)
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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu clemência ao ex-assessor da Casa Branca Steve Bannon como parte de uma onda de perdões e comutações emitidas em suas últimas horas de mandato, mas não perdoou a si mesmo, a membros de sua família ou ao advogado Rudy Giuliani.

Trump deixa o cargo na quarta-feira, quando Joe Biden é empossado como o próximo presidente do país. Funcionários da Casa Branca argumentaram com Trump que ele não deveria perdoar a si mesmo ou sua família porque pode parecer que eles são culpados de crimes, de acordo com uma fonte familiarizada com a situação.

Bannon, que foi um conselheiro-chave na corrida presidencial de Trump em 2016, foi acusado no ano passado de burlar os partidários do próprio presidente por causa de um esforço para levantar fundos privados para construir o muro do presidente na fronteira EUA-México. Ele se declarou inocente.

“Bannon foi um líder importante no movimento conservador e é conhecido por sua perspicácia política”, disse a Casa Branca em um comunicado.

Funcionários da Casa Branca aconselharam Trump a não perdoar Bannon. Os dois homens reacenderam recentemente seu relacionamento, enquanto Trump buscava apoio para suas alegações não comprovadas de fraude eleitoral, disse uma autoridade familiarizada com a situação.

Como parte de mais de 140 indultos e comutações, Trump também perdoou Elliott Broidy, um ex-grande arrecadador de fundos para Trump que se confessou culpado no ano passado por violar leis de lobby estrangeiras, e o ex-prefeito de Detroit Kwame Kilpatrick, que cumpria uma pena de prisão de 28 anos em acusações de corrupção.

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