Ultranacionalistas israelenses invadem Mesquita de Al-Aqsa em meio a bombardeios em Gaza

O parlamentar de extrema direita Itamar Ben-Gvir liderou um dos grupos que invadiram a mesquita

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(Foto: Reprodução/Twitter)


247 - Ultranacionalistas israelenses e colonos invadiram a Mesquita de Al-Aqsa no domingo de manhã enquanto forças israelenses continuam bombardeando a Faixa de Gaza, matando 31 palestinos até o momento. 

A invasão começou por volta das 7h, horário local, e continuou por três horas, enquanto os israelenses marcavam o feriado judaico de Tisha B'av, informa o site Middle East Eye. De acordo com a mídia local, pelo menos 1.000 israelenses invadiram a mesquita pela manhã. Uma nova invasão está planejada entre 13h30 e 14h30, organizada por grupos de extrema-direita que defendem a destruição do local sagrado. 

O parlamentar de extrema direita Itamar Ben-Gvir liderou um dos grupos que invadiram a mesquita. Ele, que vive em um assentamento ilegal na Cisjordânia ocupada, é o chefe do pequeno partido Poder Judeu e está associado à ideologia Kahanista.

Como parte de um entendimento de décadas entre a Jordânia e Israel, não-muçulmanos não podem realizar nenhum ritual religioso dentro dos limites da Mesquita de Al-Aqsa, nem os símbolos israelenses podem ser exibidos.

O diretor do Ministério da Saúde em Gaza pediu à comunidade internacional que “estenda uma mão amiga imediatamente” aos palestinos, enquanto os hospitais lutam para ajudar as vítimas dos ataques aéreos do regime sionista em meio a uma escassez crítica de combustível.

“A eletricidade agora é de quatro horas por dia”, disse Medhat Abbas à emissora Al Jazeera. “Isso significa que vamos contar com geradores e consumir meio milhão de litros por mês. Não temos esse combustível no momento”.

Abbas olhou para cima enquanto um avião roncava acima dele. “Olhe para nossos céus, isso é o que temos em Gaza. Ninguém sabe o que vai acontecer nos próximos meses”, disse.

O regime sionista alega que todos os locais que ataca em Gaza estão ligados ao grupo Jihad Islâmica da Palestina e que um foguete do próprio grupo teria falhado ao disparar, matando 4 crianças.

Multidões se reuniram em Gaza para participar das procissões fúnebres de Khaled Mansour, um comandante da Jihad que foi morto por um ataque israelense na noite de sábado.

Mansour é o segundo membro de alto escalão da Jihad Islâmica a ser morto desde que Israel começou a atacar Gaza na sexta-feira, quando assassinou o comandante do grupo, Taysir al-Jabari.

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