Aloysio não aceita diálogo com Dilma nem dará “trégua”

Senador tucano, que se candidatou à vice-presidência na chapa de Aécio Neves, disse em discurso nesta terça-feira 28 ter sido "pessoalmente agredido por canalhas escondidos nas redes sociais a serviço de uma candidatura"; "Quem mente na campanha não tem autoridade moral para pedir diálogo. Comigo, não. Estende uma mão e, com a outra, tem um punhal para ser cravado nas costas", atacou Aloysio Nunes, em novo discurso black bloc

Senador tucano, que se candidatou à vice-presidência na chapa de Aécio Neves, disse em discurso nesta terça-feira 28 ter sido "pessoalmente agredido por canalhas escondidos nas redes sociais a serviço de uma candidatura"; "Quem mente na campanha não tem autoridade moral para pedir diálogo. Comigo, não. Estende uma mão e, com a outra, tem um punhal para ser cravado nas costas", atacou Aloysio Nunes, em novo discurso black bloc
Senador tucano, que se candidatou à vice-presidência na chapa de Aécio Neves, disse em discurso nesta terça-feira 28 ter sido "pessoalmente agredido por canalhas escondidos nas redes sociais a serviço de uma candidatura"; "Quem mente na campanha não tem autoridade moral para pedir diálogo. Comigo, não. Estende uma mão e, com a outra, tem um punhal para ser cravado nas costas", atacou Aloysio Nunes, em novo discurso black bloc (Foto: Gisele Federicce)

247, com Agência Senado - O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) fez um desabafo, nesta terça-feira (28), em relação a calúnias e mentiras a seu respeito que teriam sido divulgadas no que chamou de "rede social petista". Ele foi candidato a vice-presidente na chapa do também senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Durante votação da Medida Provisória 650/2014, que reestruturou carreiras da Polícia Federal, o senador afirmou que a rede petista o chamou de homofóbico e traficante de drogas e o acusou de ter sido contra propostas importantes, como a instalação da Comissão da Verdade, a PEC do Trabalho Escravo e a própria MP 650.

- Eu quero aqui fazer esse desabafo perante o Senado Federal que me conhece. Como é possível descer tão baixo na calúnia, na infâmia? Transformar as redes sociais em um esgoto para destruir adversários – protestou.

Aloysio disse que a presidente Dilma Rousseff, reeleita no domingo, sabia sobre os ataques contra ele e o PSDB nas redes sociais. Ele acrescentou que pessoas que com esse tipo de conduta não têm autoridade moral para pedir diálogo com ninguém. Em seu primeiro discurso depois da confirmação da reeleição, Dilma se disse disposta a abrir um espaço de diálogo com todos os setores da sociedade.

- Fui pessoalmente agredido por canalhas escondidos nas redes sociais a serviço de uma candidatura – lamentou.

Segundo ele, "quem faz isso não tem autoridade moral para pedir diálogo. Comigo, não. Estende uma mão e, com a outra, tem um punhal para ser cravado nas costas".

Ontem, usando um discurso black bloc, ele já avisou que a presidente Dilma "não tem direito à lua de mel" e que "não tem por que diminuir a intensidade da oposição".

Defesa

O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), afirmou que nem seu partido nem Dilma estimularam ou patrocinaram qualquer tipo de agressão ou divulgação de notícias falsas por meio das redes sociais.

Humberto destacou que inverdades que circularam nas redes sociais devem ser atribuídas a indivíduos que utilizam inadequadamente a internet e não a um partido. Ele pediu uma lei que permita à Polícia Federal retirar de circulação, o mais rápido possível, mentiras ou agressões postadas nas redes sociais.

- Quem faz isso é gente criminosa, é gente que precisa ser identificada, processada e punida – disse Humberto.

Apoio

A senadora Ana Amélia (PP-RS) manifestou solidariedade com Aloysio Nunes e acrescentou que muitas pessoas tombaram devido à campanha suja e inadequada. Segundo ela, é preciso por uma trava nessa "forma criminosa de tratar os adversários".

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse ter sido informado por especialistas em informática que o departamento especializado em crimes cibernéticos da Polícia Federal poderá detectar a origem das ofensas a Aloysio.

Os senadores Lúcia Vânia (PSDB-GO), Vital do Rêgo (PMDB-PB), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Casildo Maldaner (PMDB-SC), Eduardo Suplicy (PT-SP) e o presidente do Senado, Renan Calheiros, também se solidarizaram com Aloysio Nunes e elogiaram a atuação do parlamentar.

- O Brasil conhece e admira o senador Aloysio Nunes Ferreira e nós, senadores, muito mais porque o respeitamos aqui no dia a dia do Senado Federal – disse Renan.

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