Apavorado, Temer fez reunião de emergência

Em pânico com as reações ao depoimento de Marcelo Calero à Polícia Federal —em que o ex-ministro revela que Michel Temer também o pressionou na disputa com Geddel— o Planalto realizou uma reunião de emergência ontem à noite para tentar conter os estragos; a situação deve se agravar ainda mais agora que se sabe que Calero gravou diálogos com Temer, Padilha e Geddel; governo avalia que a crise, antes restrita à questão do espigão em Salvador, já se tornou generalizada e ameaça o presidente; partidos de oposição já se articulam para pedir a abertura de um processo de impeachment e jornalistas também já deixam aberta essa possibilidade; parte da mídia que apoiou Temer na remoção de Dilma Rousseff do cargo começa a virar as costas para o peemedebista

Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 22/09/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 22/09/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Em pânico com as reações ao depoimento de Marcelo Calero à Polícia Federal —em que o ex-ministro revela que Michel Temer também o pressionou na disputa com Geddel— o Planalto realizou ontem à noite uma reunião de emergência para tentar conter os estragos. A situação deve se agravar ainda mais agora que se sabe que Calero gravou diálogos com Temer, Padilha e Geddel. O governo avalia que a crise, antes restrita à questão do espigão em Salvador, já se tornou generalizada e ameaça o presidente. Antes seus aliados, jornais e redes de televisão já se distanciam de Temer, que vê crescer a possibilidade da abertura de um processo de impeachment.

Convencido das intenções políticas de Calero, o Planalto tenta agora desesperadamente distanciar a imagem do governo às irregularidades de Geddel. O que, diante das gravações feitas pelo ex-ministro da Cultura, parece cada vez menos viável.

Os partidos de oposição já se articulam para pedir a abertura de um processo de impeachment contra Michel Temer. Na internet, jornalistas também já deixam aberta essa possibilidade. Parte da mídia que apoiou Temer na remoção de Dilma Rousseff do cargo agora começa a virar as costas para o peemedebista.

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