Cármen decide que delações seguem mesmo sem substituto de Teori

Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, autorizou que os juízes auxiliares do gabinete de Teori Zavascki prossigam com os trabalhos das delações premiadas de executivos e ex-funcionários do grupo Odebrecht; decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (23); com a morte do relator da Lava Jato em acidente aéreo ainda não esclarecido, os juízes, que tinham a delegação para atuar no caso, tiveram os trabalhos paralisados; além de acelerar as delações que podem comprometer mais de 200 políticos no Congresso, os principais auxiliares de Michel Temer e o próprio Temer, a presidente do Supremo ainda terá que decidir sobre o a relatoria da Operação Lava Jato.

Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, autorizou que os juízes auxiliares do gabinete de Teori Zavascki prossigam com os trabalhos das delações premiadas de executivos e ex-funcionários do grupo Odebrecht; decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (23); com a morte do relator da Lava Jato em acidente aéreo ainda não esclarecido, os juízes, que tinham a delegação para atuar no caso, tiveram os trabalhos paralisados; além de acelerar as delações que podem comprometer mais de 200 políticos no Congresso, os principais auxiliares de Michel Temer e o próprio Temer, a presidente do Supremo ainda terá que decidir sobre o a relatoria da Operação Lava Jato.
Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, autorizou que os juízes auxiliares do gabinete de Teori Zavascki prossigam com os trabalhos das delações premiadas de executivos e ex-funcionários do grupo Odebrecht; decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (23); com a morte do relator da Lava Jato em acidente aéreo ainda não esclarecido, os juízes, que tinham a delegação para atuar no caso, tiveram os trabalhos paralisados; além de acelerar as delações que podem comprometer mais de 200 políticos no Congresso, os principais auxiliares de Michel Temer e o próprio Temer, a presidente do Supremo ainda terá que decidir sobre o a relatoria da Operação Lava Jato. (Foto: Aquiles Lins)
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(Reuters) - A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, autorizou juízes auxiliares do ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo, a darem continuidade aos trabalhos de homologação das delações da Odebrecht e devem ouvir executivos da empreiteira ainda nesta semana, disse nesta terça-feira uma fonte com conhecimento da decisão.

Teori, que era o relator da operação Lava Jato no Supremo, morreu em um acidente de avião na semana passada em Paraty, no litoral do Estado do Rio de Janeiro. Havia a expectativa de que o ministro decidisse em fevereiro sobre a homologação dos acordos de delação premiada com 77 executivos da Odebrecht.

Além da decisão sobre a homologação das delações da Odebrecht, a ministra precisa definir um novo relator para os processos da Lava Jato.

Uma fonte com conhecimento do assunto disse à Reuters na segunda-feira que a ministra passou o dia consultando colegas, e falou com a maioria dos integrantes do Supremo. Também recebeu a visita do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Ainda não está claro que dispositivo do regimento interno do STF, que está em recesso até o fim do mês, será utilizado para definir os próximos passos da Lava Jato na Corte, já que há mais de uma possibilidade.

Uma das saídas seria passar a relatoria do caso para o sucessor de Teori, a ser indicado pelo presidente Michel Temer e aprovado pelo Senado. Mas o presidente, senadores e membros do governo são citados em delações da Lava Jato, e o próprio Temer já avisou que indicará um novo ministro apenas após a definição da relatoria.

Outro artigo do regimento prevê a redistribuição do processo em casos excepcionais, que poderia ocorrer entre integrantes da Segunda Turma, à qual pertencia Teori, ou entre todos os ministros da corte.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

 

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